segunda-feira, 22 de julho de 2013

Praça do Marco Zero não está concluída

Com dois anos de atraso, inacabada e ainda com alguns montes de entulho, foi entregue (não se deve falar propriamente de inauguração) hoje à noite  à comunidade juazeirense  a Praça do Marco Zero. Ela é bem diferente do que foi planejado pela arquiteta Dra. Gisele Menezes quando elaborou o projeto da praça que seria a maior obra das comemorações do Centenário de Emancipação Política de Juazeiro do Norte, em 22 de julho de 2011. Apesar de o projeto ter sido apresentado em tempo hábil, o prefeito da época não conseguiu inaugurá-la, e assim a festa do Centenário não teve o brilho esperado. Observamos que o piso da praça é o mesmo usado nas obras do Roteiro da Fé que está sendo construído pelo Governo do Estado o que leva a crer que a praça seja uma extensão do Roteiro da Fé. Estivemos hoje à tarde em visita à obra e pudemos constatar que a mesma não tinha a menor chance de ser inaugurada, pois está realmente ainda em fase de conclusão como mostram as fotos. Apesar do esforço ingente da equipe de trabalhadores no local da obra  não havia mesmo a menor possibilidade de deixá-la com aspecto agradável. À noite voltamos ao local e fomos informados de que não haveria inauguração. Medida sensata, mas adotada de última hora. Diante desse impasse a medida mais acertada seria adiar a inauguração para, por exemplo, 4 de outubro de 2013, data em que será comemorado os 102 anos da inauguração do Município e da posse do prefeito Padre Cícero. Com mais tempo para construção, a Praça do Marco Zero poderia ficar mais parecida com o que idealizou Gisele Menezes e poderia ser inaugurada realmente concluída. Na verdade, de uns tempos para cá sucessivas administrações vêm adotando essa prática condenável de encher programação festiva com inauguração de obras públicas inacabadas, prova de  amadorismo de gestão. O Juazeiro atual, em ritmo de franco desenvolvimento puxado pela iniciativa privada,  não tem espaço para coisas dessa natureza. Por isso, o Poder Público Municipal precisa andar no mesmo ritmo da iniciativa privada  que inaugura obras monumentais, mas efetivamente concluídas e muitas delas construídas em tempo recorde. Um dia a Praça do Marco Zero será concluída e aí, sim, teremos um bonito logradouro para humanizar e melhorar a urbanização daquele  espaço da cidade.
   




 

                    


Empresário juazeirense radicado em Ilheus presenteia Juazeiro com painel

José Leite de Sousa, empresário juazeirense radicado na cidade de Ilheus, Bahia, há três anos vem prestigiando sua terra natal no Dia do Município com algum presente. O primeiro foi o busto de Dr. Floro Bartholomeu que foi erigido na Av. Dr. Floro, depois trouxe o carro alegórico de Pirilampo, o único do mundo enfeitado com mais de 12 mil lâmpadas e agora trouxe de Ilheus o artista Rildo Foge para pintar o painel visto na foto abaixo, localizado na Rua São Pedro no cruzamento com a Av. Dr. Floro. 
José Leite de Souza
José Leite de Souza - por ALFREDO AMORIM
Escrito por Antônio Melo
Filho de João Leite de Souza e Josefa Bezerra Lima, nasceu em Juazeiro do Norte, Ceará, em 2 de agosto de 1943, era o mais velho dos três filhos, depois Cícero, já falecido e Vera Lúcia.
Estudou o primário no Grupo Escolar Padre Cícero e o admissão ao ginásio na Escola Técnica do Comércio em Juazeiro.
Trabalhava no Armarinho Padre Cícero, que pertencia a seu pai.
Em 1960 veio para Itabuna trabalhar com seu tio José Leite, que era vendedor ambulante de jóias na Avenida do Cinqüentenário, o tio fez uma tabuleta para ele vender jóias, como não conseguiu vender nada em Itabuna veio para Ilhéus, trabalhar no Pontal, fez o maior sucesso.
Morava em Itabuna e trabalhava em Ilhéus, para diminuir sua despesa resolveu se mudar para Ilhéus, foi morar com um amigo de seu tio, Antônio do Ouro, na Rua 7 de Setembro, dormia numa rede na ourivesaria de Antônio, sem despesa nenhuma.
Em 1963 resolveu voltar a estudar, no IME, onde concluiu o curso ginasial. Até para a escola levava a sua tabuleta, para vender suas jóias nos intervalos. Foi aluno de Antônio Olimpio, Pedro Lima, Tandick Resende, Mireta Vivas, esposa do Dr. Francolino Neto e outros.No IME repetiu a 4ª série duas vezes e teve que se transferir para o CEAMEV (Centro Educacional Álvaro Melo Vieira), para concluir a 4ª série (Naquela época se repetisse não podia concluir o curso no mesmo colégio), novamente perdeu o ano, tomou uma bronca do professor Fábio Araripe Goulart, para tomar vergonha e estudar porque se perdesse novamente teria que ir estudar em Itabuna. Tomou vergonha estudou e passou de ano, concluiu o curso de Contabilidade em 1972. Em 1979 foi diplomado como Técnico Ótico pela Escola Técnica Federal de Minas Gerais.
Aos 20 anos resolveu servir o Tiro de Guerra, para onde também levava a sua tabuleta para vender suas jóias.
Em 1966, passeando pela Rua Rodolfo Vieira, viu no prédio de Elizinha, Armarinho Santo Antônio, uma porta desativada, perguntou se ela lhe alugaria para colocar sua tabuleta, ela aceitou, abriu a loja Credi Jóias, vendia jóias a crédito, antes da inauguração colocou propaganda nas rádios da cidade e distribuiu panfletos convidando para a inauguração. A loja só tinha a tabuleta e uma vitrinezinha de uns 50/60 cm. na porta, que quando chovia tinha que ser retirada.
Em 1969 se transferiu para o atual lugar e trocou o nome da loja para Joalheria A Pérola, em 1974 abriu a Óptica Cruzeiro e em 1977 a Safira Presente e Óptica, que depois passou a se chamar Óptica Safira.
Ampliou sua empresa abrindo lojas na Central de Abastecimento do Malhado e terminal Rodoviário do Fundão, locais desaconselháveis pelos demais lojistas.
Finalmente, em 1976, inaugurou o Hotel Cacau D`Ouro, na mesma rua.
Em 1972 tornou-se Maçom, hoje com Grau 33 da Loja Regeneração Sul Bahiana.
Em 1976 fez vestibular na FESPI (Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna, hoje UESC, para Direito, com 2ª opção para Estudos Sociais, passou na 2ª opção, concluiu o curso em 1979.
Em 1974, junto com Moises Bohana, foi um dos fundadores do CDL de Ilhéus, de onde foi presidente por três gestões, 1977/78, 1989/90 e 1991/92. Foi Presidente da Associação Comercial de Ilhéus nos períodos de 2005/2007 e 2008/2009. Também foi um dos fundadores do Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Ilhéus (Sincomércio).
Sempre reconhecido pelos seus méritos tem vários diplomas, Colaborador Emérito do Exército Brasileiro, Amigo da 6ª Região Militar, Amigo da 18ª CSM, Amigo do Tiro de Guerra de Ilhéus, em 1992 recebeu o título de Cidadão Ilheense, resolução nº 320 de 10 de dezembro de 1991, pelos relevantes serviços prestados ao município, projeto do Vereador Cezar Benevides; a Comenda de São Jorge dos Ilhéus em 2009 e a Comenda da sua cidade natal em 2011; em 2013, junto com o Barão de Popof, tornou-se membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia; entre vários outros diplomas que lhe foram outorgados pelo povo de Ilhéus.
Convive com Vera Josefa dos Santos com quem tem um filho: José Leite de Souza Filho. Fora do relacionamento tem mais três filhos.
Era o melhor amigo do saudoso Gilson Serafim da Silva.
Grande devoto do Padre Cícero Romão, todos os anos leva alguns amigos para visitar Juazeiro do Norte nas comemorações do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, no Ceará. Em 2011 levou trinta ilheenses para o centenário de Juazeiro, quando fez a doação de um busto do herói da cidade, Dr. Floro Bartolomeu da Costa. Em 2012 levou quinze pessoas e os dois carros de Pirilampo, que se apresentaram durante quatro noites nas cidades de Juazeiro do Norte e Crato, para a comemoração dos 101 anos da cidade.
Atualmente publica no site de Roberto Rabat, R2CPRESS.COM.BR, a coluna “Do fundo do Baú de José Leite”, uma das colunas mais lidas da cidade.


Um comentário:

Vladimir disse...

Não existe a menor chance de o setor público acompanhar o privado,pois para tanto é preciso competência o que falta a muito tempo às administrações do Juazeiro.