sábado, 31 de outubro de 2020

90 ANOS FARIA HOJE O VIGÁRIO DO NORDESTE : MONSENHOR MURILO

QUANTA SAUDADES DEIXOU MONSENHOR MURILO NO CORAÇÃO DOS PAROQUIANOS E DA NAÇÃO ROMEIRA .

imagem Pautilia Ferraz

90 anos hoje faria Monsenhor Murilo se vivo estivesse. Mas vivo permanece nas nossas lembranças. Na convivência diária em que ele insistia que devíamos exercitar a acolher bem o romeiro. Que o Juazeiro já deveria reconhecer humildemente o papel dos irmãos romeiros no seu desenvolvimento.

Tinha um zelo pastoral afinado a missão de guiar seus paroquianos locais e os milhões que chegavam e vinham cumprimenta-lo. " NÃO SE BULA ROMEIRO" assim falava, quando queria chamar a atenção para a homilia e os avisos. Conseguia falar "em todas as línguas" ia desde o mais culto ao mais humilde. Com  uma comunicação horizontal aprimorada se fazia entender por todos e parava para ouvir as conversas atentamente das " lembranças dos que não puderam vir a Juazeiro" . Com seu sorriso enigmático acolhia os romeiros com muita satisfação. Fazia-os sentir-se em casa. A muitos conhecia pelo nome pelo tanto de vezes que aqui vinham. 

Tinha um encantamento e amor por Juazeiro. Nenhuma obra significativa na cidade , que ele não quisesse conhecer , entender os novos projetos. Era sobretudo um grande Pastor. 

Entendia sobremaneira a fé expressa pelos pequeninos e cônscio de sua responsabilidade fez ecoar na Igreja o primeiro "VIVA O PADRE CICERO " na Igreja Matriz de Juazeiro, hoje Basílica Santuário da Mãe das Dores.

Parabéns Monsenhor Murilo pela importância da sua presença missionária em Juazeiro. Por ter deixado  acesa a fé dos romeiros no Padre Cicero. Obrigado por sua presença missionária, pelos ensinamentos, pelas bênçãos. 





imagens : midia social 
Tumulo de Mons. Murilo em 31 de outubro de 2020 
90 anos de Monsenhor Murilo 
Romeiros de Petrolina orando no seu tumulo 
imagem :Pautilia Ferraz 





quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Parabéns TEREZA NEUMA MACEDO MARQUES - 70 anos de vida

Nós que participamos da sua convivência , que por esses tempos tem sido virtual, acompanhamos sua essência e florescencia que nos convida no dia a dia a olhar e amar a natureza, a orar, a desfrutar da convivência em família, a ultrapassar com sabedoria as dores de uma depressão, a comemorar as vitórias de filhos e netas, a vivenciar a saudade de um amor eterno... São tantas TEREZAS nos 70 anos e uma só TEREZA que nos convida diariamente  a sermos  melhores, a sermos mais gratos. Hoje agradecemos ao Divino Pai pela sua existência e pedimos uma Vida em abundancia e Saúde para você nossa amiga Tereza Neuma Macedo Marques.







TEREZA por TEREZA 

" Nasci em Juazeiro do Norte, no ano de 1950, na residência do meu avô paterno, localizada na Rua do Salgadinho, atualmente chamada de Leandro Bezerra. Ao longo dessa existência vi e participei de muita coisa muitas das quais passo a relatar e relembrar:
- Tive uma infância cheia de brincadeiras com os meus irmãos e com os meus primos. Lembro-me dos invernos que tínhamos antigamente, eram chuva pra valer mesmo, as ruas ficavam alagadas. Tomar banho e correr na chuva, a roupa colando no corpo, a tremedeira e as mãos roxas de tanto ficar na chuva, era uma diversão maravilhosa. Hoje, o inverno está difícil, as crianças desta nova época não convivem com a quadra invernosa que já existiu. Não têm oportunidade de se deleitar com esta brincadeira que tanto nos alegrava.
- O Rio Salgadinho cheio, limpinho, sem sujeira, olhando de cima da ponte dava até para enxergar o montão de pedrinhas que juntava no leito do rio. Esta visão de rio caudaloso, de água deslizando nas pedras, com água azulada carregando os troncos de bananeira, os peixes nadando, que beleza de cenário, por aqui não é mais possível de se encontrar. O que vemos é o rio seco e imundo. A visão da nova realidade.
- Nas matinais ou vesperais do domingo existiram programas de auditório em nossa cidade promovidos pela Rádio Iracema e Rádio Progresso, com os apresentadores José Brasileiro e Alceli Sobreira, premiavam com brindes os participantes. Os locais dos programas, Treze Atlético Juazeirense e Cine Plaza. Participei muitas vezes e até ganhei alguns prêmios.
- Viagem de trem para Fortaleza apesar de cansativa era uma aventura para meninos veios do interior. E quando parava em Baturité os vendedores ambulantes corriam a oferecer sacolas com tangerina, as cestinhas com uvas roxinhas, as pencas de banana, laranja do maciço de Baturité (que delícia!), doces que só mel. 
- O Instituto Gonzaga na Lagoa Seca, dirigido por padres jesuítas, trouxe muitos jovens de outras regiões, ensino de primeira e com muita disciplina. Passou depois a funcionar o Hospital Santo Inácio, vindo a fechar suas portas no ano de 2012. No local breve surgirá um destes prédios enormes e ficará em nós somente a lembrança. 
- O Ginásio Domingos Sávio fundado e dirigido pela professora Zuíla e Silva Morais. Das festas juninas, dos almoços dominicais, dos bingos para arrecadar fundos para a construção de uma sede mais ampla e moderna que comportasse o número de alunos que a cada dia aumentava. Passou a ser chamado no novo prédio, Colégio Menezes Pimentel. Hoje, nesse local funciona o Restaurante Popular.
- A Escola Técnica de Comércio de Juazeiro formou muitos contadores, já não existe mais. Aconteceu o mesmo fato com a Escola Técnica de Comércio Dr. Diniz, com a sua famosa fanfarra, desfilando garbosamente no dia 7 de setembro. Que pena! 

- O Ginásio Mons. Macêdo (antes Instituto Santa Teresinha), localizado na Av. Dr. Floro com Rua Padre Cícero, com uma imagem de Santa Teresinha na esquina entre as duas ruas. Dirigido pelas Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. Disciplina rígida, currículo excelente e professores eficientes. Fui aluna desta Unidade de Ensino durante 7 anos.  Conquistei muitas amigas nesse período, por algum tempo continuamos nos comunicando. Porém, procuraram novos rumos em suas vidas, novas cidades e por lá faleceram, como: Glória Lopes, Marleide Cabral, Jane Menezes, Querubina Bringel (Bibi). Que nessa morada tenham sido recebidas por Deus.
- Medito um pouco e vem à lembrança a professora de música, mais precisamente de piano, dona Raimunda Mamede. Professora exigente, mas que se deleitava ao ouvir as notas musicais dedilhadas por seus alunos. Uma coisa que não admitia dos alunos a displicência. O aluno que não prestava  a atenção devida e errava, era tiro e queda: a régua nos dedinhos era tirana. Outra professora rigorosa, dona Toinha, mestra no ensino primário. Voz grossa, rosto sério, quando o aluno cometia algum erro pegava sua palmatória de madeira, e estalava os bolos nas mãos. Remédio muito eficiente, pois surtia logo bom resultado. O aluno aprendia mesmo. Por sinal fui sua aluna.
- Remédios que costumávamos usar: Leite de Magnésia, Óleo de Rícino, Regulador Xavier 1 e 2, Biotônico Fontoura, Columbiazol para ferimentos. Postafen para engordar, Fosfocalcinaiodada  e muitos mais, que já não fazem parte do receituário das novas gerações.
- A Feirinha da noite em nossa cidade, localizada na Rua da Conceição com Rua São Pedro. Velhinhas com saias longas, não muito largas e com um lenço na cabeça, trajes típicos saíam de suas casas no fim da tarde com uma banquinha de madeira, uma toalha estampada para forrar e as guloseimas enrolados num pano. Amendoim torrado, rolete de cana, cocada, milho cozido etc. Convivemos com essa preciosidade que fez parte da geração dos anos 60 e até 70. Não ficou nem uma fotografia, o que nos resta é contar através da escrita.
- Um objeto que gostava demais de usar, os tamancos de madeira, comprava-os nas feiras livres nos dias de sábado. Experimentava no calçamento mesmo, não sujava e dando certo, era embrulhado num pedaço de papel ou jornal. Sacolas de plástico não existiam. Parece que escuto o som que saía quando andava:  toc, toc, toc...
- Evoco nas minhas lembranças, o mini zoológico que existia na casa dos meus pais quando éramos crianças. O casal de araras azul e amarela, o papagaio, casal de marrecos, patos, galinhas, gato maracajá, pássaros de várias espécies. Que hoje, devido o abuso excessivo em contrabandear  e o desmatamento das florestas afugentou os animais e aves obrigando as autoridades a tomar medidas sérias proibindo extensivamente a caça, porque a maior parte das aves estão em extinção e não podem mais ser criadas em cativeiro.
- Assisti ao funeral de padre Francisco na Igreja do Sagrado Coração de Jesus e é lá que ele está sepultado. Uma multidão esteve presente à missa de corpo presente, inclusive muita gente que gozara de sua amizade chorava.
- O filme A Noviça Rebelde, empolgou o público brasileiro ao entrar em cartaz em 1965. E os excursionistas do Ginásio Mons. Macêdo tiveram o privilégio de assisti-lo no Cine São Luiz no Rio de Janeiro, marcamos presença. Filme lindo! Outro filme que me contagiou de emoção e o vi muitas vezes, Dio come te amo, de Gigliola Cinquetti. Final dos anos 60 e 70, filme em preto e branco, mas as gerações dessas décadas se apaixonaram por ele.
- Estive presente na inauguração da nova Igreja da Paróquia do Sagrado Coração, em 1975, este ano completou 40 anos. O baluarte da construção foi Padre Nestor Sampaio. Outra imponente inauguração que também marquei presença foi a do monumento do Padre Cícero na Colina do Horto, em novembro de 1969, obra do prefeito Dr. Mauro Sampaio e também do Estádio Municipal José Mauro Castelo Branco Sampaio, O Romeirão, em



- Na administração de Dr. Salviano assisti à inauguração do Memorial Padre Cícero, obra de muita importância para a nossa cidade homenageando o nosso fundador Padre Cícero. Foi entregue à população outra obra o Ginásio Poliesportivo, pelo mesmo prefeito..
- O pavor que suscitou na população brasileira o surto de meningite que surgiu em nosso país na década de 70. O Governo se empenhou na busca de vacinas em outros países para dar vencimento ao número de pessoas que procuravam a vacina nos postos de saúde. Entretanto, apesar dos esforços, muita gente morreu dessa moléstia, o tempo inábil e a doença muito rápida e traiçoeira. Em nossa cidade pessoas jovens foram ceifadas. 
- No início do mês de outubro de 1974 aconteceu um desmoronamento na igreja matriz de Nossa Senhora das Dores. Uma das colunas que sustentava o teto, construída pelo Padre Cícero,  desabou, mas felizmente não teve vítimas fatais porque foi num horário da manhã de pouca frequência de fiéis. Em setembro do ano seguinte aconteceu à comemoração do seu centenário com a inauguração da reforma e lá estive.
- A chegada dos primeiros astronautas à lua. O mundo parou para assistir através da televisão a imagem em preto e branco dos astronautas descendo do foguete e pisando no chão. Emoção, incredulidade, foi a reação estampada em todos os rostos que assistiam.
- Nossa cidade tremeu quando passou numa altura não muito propícia para a sua potência um avião supersônico deixando a população apavorada, principalmente pelo estrago que causou na loja A Pernambucana, a loja toda envidraçada. Os vidros foram ao chão provocado pelo barulho ensurdecedor que as turbinas do avião emitiam.
- Exposição Fotográfica de Juazeiro Antigo, ideia genial de alguns jovens da época (Daniel Walker, Renato Casimiro e José Carlos Pimentel) realizada no Edifício Dom Pires, gentilmente cedido pelo pároco Pe. Murilo de Sá Barreto. As fotos em tamanho 20x30cm, em preto e branco,  foram expostas em tripés de madeira e estampavam a história do Juazeiro Antigo. 
- Inauguração de três escolas públicas estaduais no governo do Cel. Adauto Bezerra, no ano de 1976. Escola de 1º Grau Dona Maria Amélia Bezerra, localizada na Av. Castelo Branco com Rua São Benedito, em 24 de março de 1976. Nesta escola ocupei o cargo de vice-diretora durante 19 anos. Escola de 1º e 2º Graus Cel. Adauto Bezerra, localizada na Av. Castelo Branco, esquina com Rua José Marrocos e a Escola de 1º e 2º Graus Presidente Geisel, Escola Polivalente, localizada na Rua José Marrocos, esquina com Av. Castelo Branco.

- Vi a construção e a inauguração do primeiro conjunto de casas em estilo moderno, no local que antes funcionou o campo de futebol de nossa cidade, LDJ, na Rua da Conceição com Rua do Cruzeiro. Recebeu a bela denominação de Vila Rica construída pela Construtora Raimundo Coelho, líder no mercado imobiliário naquela época.
- Os jovens de hoje ainda podem apreciar a bela construção localizada na Av. Dr. Floro com Rua Isabel da Luz, imediações do Edifício Dom Pires. Nesse prédio funcionou o Samdu, um posto de saúde de primeiros socorros. Passou depois a funcionar como a casa do vigário da Matriz de Nossa Senhora das Dores, Mons. Lima. Depois, nova mudança, Escola Menino Jesus, de propriedade da profª Socorro Maia. Funcionou novamente como residência e hoje abriga a Pousada Nossa Senhora da Conceição, hospedando romeiros.

Essa é apenas uma pequena mostra da sua essencia, da escritora , eu chamo de cronista, da mulher empoderada e crente no seu talento de transformar o mundo para melhor.

Hoje aos setenta temos muito a comemorar. Parabéns!!!!! 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

HOJE - DIÁLOGO ABERTO COM CANDIDATOS A PREFEITURA DE JUAZEIRO E CRATO

 

 

COMO NÃO HÁ DEBATES NA TELEVISÃO HOJE ACONTECERÁ UM ENCONTRO DE IDEIAS SOBRE O QUE PENSAM OS CANDIDATOS A PREFEITURA DE JUAZEIRO DO NORTE E CRATO.

O DEBATE ACONTECERA DAS 14 AS 17 HORAS NO CANAL DA ABRASEL NO YOUTUBE. ASSISTA. CONHEÇA AS PROPOSTA DE SEU CANDIDATO. DISCUTA, DECIDA  


PALCO DA NOSSA HISTÓRIA - UMA DAS MAIS BELAS VISTAS DO JUAZEIRO NA CAPELA SÃO JOÃO BATISTA

Conheçam.  Todo segundo  segundo e quarto domingo de cada mês as 17 horas acontece a Missa na Capela de São João Bosco  no bairro do Horto.

No dia 02 de novembro , dia de finados haverá missa as 17horas .


 Uma das mais belas vistas do Juazeiro 



PALCO DA NOSSA HISTÓRIA 

ao lado da capela, aqui ainda se preserva um pouco da Vala da guerra de 14 -conhecido como "Circulo da Mãe de Deus", umas das estratégias que mais deram certo na Guerra de 1914, foi cercar a cidade com trincheiras para combate com as tropas Rabelistas.
" O grande fosso, de nove quilômetros de extensão, com oito metros de largura e em alguns locais com até cinco metros de profundidade, ficou praticamente pronto ao fim do sexto dia de trabalho. A malha central do Juazeiro estava protegida pela trincheira, que serpenteava terreno adentro até alcançar a serra do Catolé. Em volta da casa do padre, no alto da colina, erguia-se uma poderosa muralha de pedra. Era, sem dúvida, uma obra engenhosa, extraordinária do ponto de vista da engenharia militar, principalmente se levados em conta o tempo exíguo e as ferramentas precárias com que foi construída.

Cícero abençoou o grande valado e resolveu batizá-lo com um nome que fizesse jus à fé com que fora edificado. Aquele não era apenas um fosso descomunal e uma imensa trincheira, que passara a envolver defensivamente o Juazeiro.

Era, nomeou Cícero, o 'Círculo da Mãe de Deus'."

...Quando levaram a Cícero a notícia de que as tropas estaduais haviam dado meia-volta sem que fosse registrada nenhuma morte entre os combatentes do Juazeiro, o padre levantou as mãos para o céu em sinal de agradecimento. Nosso Senhor Jesus Cristo olhara por eles, expôs. O Círculo da Mãe de Deus resguardara os bons dos ímpios, os fracos dos fortes, os oprimidos dos opressores, concluiu."

Trechos extraidos do  livro  
Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão de Lira Neto  (Companhia das Letras, 2009).



domingo, 25 de outubro de 2020

Prefeitura de Juazeiro e UNILEÃO fazem parceria para funcionamento do castramóvel

 Prefeitura de Juazeiro e UNILEÃO fazem parceria para funcionamento do CASTRAMóvel 



A previsão é que a partir da próxima semana já comecem os atendimentos na 
UNILEÃO

Uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte e a UNILEÃO 
dará início ao funcionamento do Castramóvel no município. Idealizada pela 
municipalidade, a parceria visa intensificar os trabalhos de castração de animais.
especialmente os de rua e de pessoas sem poder aquisitivo.

A Prefeitura cede o castramóvel para o Centro Universitário Unileão e esta, por
 sua vez, entra com a mão de obra e com um hospital universitário para ser 
trabalho pelos alunos do curso de Medicina Veterinária.

A secretaria da Saúde  de Juazeiro dá um passo importante para a saúde pública
com o funcionamento do castramóvel. A previsão é que a partir da próxima semana 
já comecem os atendimentos na Unileão.

O reitor da universidade, professor Jaime Romero comemorando a parceria fala :
"Tenho a grata satisfação de por meio de uma parceria com a Prefeitura Municipal 
de Juazeiro do Norte e a UNILEÃO com o objetivo de intensificarmos o trabalho de 
castração de animais , especialmente animais de rua e animais de pessoa que 
não tenham condições de  fazer essa castração . Nesta parceria a prefeitura tá 
cedendo o castramóveis e alguns insumos e a UNILEÃO entrando com toda 
mão de obra e o hospital universitário que é uma grande estrutura e os benefícios
são diversos que é atender a população, todos os nossos animais e nossos amigos,
os estudantes de medicina veterinária da UNILEÃO vão  ter uma quantidade de 
práticas e vão tá realmente vivenciando uma necessidade muito grande que a 
gente tem na nossa região. Então assim, tá de parabéns quem idealizou o projeto
e a UNILEÃO tá aqui pra ser parceira juntamente com a Prefeitura de Juazeiro do Norte e a Secretaria 
de saúde. Um grande abraço a todos "
fonte : matéria do blog da boa- 24/10/2020 por João Boaventura Neto 
http://www.blogdoboa.com.br/?page=post&cod_post=1925

sábado, 24 de outubro de 2020

A Diocese de Crato faz hoje memória do martírio de Benigna Cardoso da Silva, ocorrido há 79 anos, em Santana do Cariri - CE.

 A Diocese de Crato faz hoje memória do martírio de Benigna Cardoso da Silva, ocorrido há 79 anos, em Santana do Cariri - CE.



Ela tinha 13 anos quando foi assassinada a golpes de facão por um rapaz que tentou violentá-la sexualmente.

Esse testemunho de fé lhe rendeu o título de "Heroína da castidade".

Assim escreveu o pároco de Santana do Cariri na época do ocorrido: “Morreu martirizada, às 4 horas da tarde, no dia 24 de outubro de 1941, no sitio Oiti. Heroína da Castidade, que sua santa alma converta a freguesia e sirva de proteção às crianças e às famílias da Paróquia. São os votos que faço à nossa santinha”

Benigna Cardoso será declarada beata, a quarta brasileira e a primeira do Estado do Ceará.

fonte: Diocese do Crato 

UFCA recebe o acervo dos memorialistas Renato Casimiro e Daniel Walker

 O acervo histórico-cultural dos memorialistas Antônio Renato Soares de Casimiro, professor aposentado da Universidade Federal do Ceará (UFC), e Daniel Walker Almeida Marques, professor aposentado da Universidade Regional do Cariri (URCA), falecido no ano de 2019, foi doado na manhã desta sexta-feira, 23 de outubro de 2020, para a Universidade Federal do Cariri (UFCA). O acervo, composto por mais de 100 mil elementos da memória de Juazeiro do Norte, ficará aos cuidados do Laboratório de Ciência da Informação e Memória (LACIM), do curso de Biblioteconomia da UFCA. Doação da coleção de Renato Casimiro e Daniel Walker para o acervo do LACIM/UFCA (Foto: Gabriel Souza – Dcom/UFCA)




 A doação ocorreu no campus Juazeiro do Norte da UFCA, com a presença de Renato Casimiro; da viúva de Daniel Walker, a também professora Tereza Neuma de Macedo e Silva Marques; o filho de Daniel Walker, Daniel Walker Júnior; do Reitor da UFCA, professor Ricardo Ness; do professor Weber dos Anjos, coordenador de Artes a Pró-Reitoria de Cultura (Procult/UFCA); e da coordenadora do LACIM e professora do curso de Biblioteconomia, Ariluci Goes Elliott. O acervo O acervo doado começou a ser composto em 1963 e é fruto das pesquisas dos professores Renato Casimiro e Daniel Walker sobre a vida de Juazeiro do Norte. 

Eles reuniram, ao longo de mais de 40 anos, um enorme acervo que cobre a vasta diversidade de olhares sobre a realidade histórica e cultural. A coleção de itens é composta por peças de artesanato, xilogravura, literatura de cordel, imagens e sons característicos da região do Cariri, documentos históricos e contemporâneos do registro diário da vida urbana, livros, opúsculos, folhetos, boletins, teses, monografias, dissertações, produções acadêmicas, fotografias, jornais, áudios, vídeos, e uma gama diversificada de outros elementos inerentes ao cotidiano da vida juazeirense e do Cariri. (Foto: Gabriel Souza – Dcom/UFCA) 

De acordo com Renato Casimiro, em carta remetida ao reitor da UFCA, a doação tem o intuito de constituir, organicamente, um núcleo de documentação, de registro, de informação para embasar oportunidades de ensino, de pesquisas e de disponibilidade democrática de fontes importantes para o conhecimento de nossas realidades na vasta pluralidade de saberes e pensares. A doação Parte do acervo dos memorialistas Casimiro e Walker já tinha sido doada para a UFCA, quando ainda era campus Cariri da Universidade Federal do Ceará (UFC), nos anos de 2009, 2011 e 2013. 

Com o reconhecimento do tratamento zeloso dado ao material no LACIM, o restante do material foi oficialmente doado neste 23 de outubro de 2020. O reitor Ricardo Ness agradeceu o importante acervo recebido e a confiança de entregar um material de trabalho de uma vida inteira para a Universidade. Ness destacou os esforços feitos para que a UFCA tenha, em breve, um museu, uma vez que a Universidade já conta com um vasto material histórico e documental. 


Tereza Neuma e Renato Casimiro durante doação no campus Juazeiro do Norte da UFCA (Foto: Gabriel Souza – Dcom/UFCA) A professora Neuma se disse orgulhosa de entregar oficialmente para a Universidade o acervo de Daniel Walker. “Durante muitos anos os dois [Casimiro e Walker], como sócios, foram adquirindo livros, revistas, jornais, fotografias, xilogravuras, cordéis, vídeos, da história dessa cidade”, lembra a trajetória dos memorialistas que acompanhou de perto. “Ele acreditava que o melhor lugar para receber essa preciosidade seria a Universidade Federal do Ceará, que na época era campus Cariri”, conta sobre o desejo do marido. Renato Casimiro conta que a ideia da doação do acervo surgiu de Daniel Walker. Casimiro resistiu por um apego, mas que mudou de ideia e hoje considera uma decisão acertada. Ele ressaltou ainda a vontade de continuar contribuindo com esclarecimentos sobre o acervo. 

O professor Weber também agradeceu à família de Walker e a Casimiro e reconhece o momento de desapego necessário para um colecionar doar um acervo que se dedicou a vida inteira, uma vez que os objetos colecionados contêm uma dimensão afetiva e pessoal do colecionador. Ele destacou a vastidão e as possibilidades que o acervo doado vai dar para a UFCA: “Eu já consigo visualizar as pesquisas na área de Antropologia, História Social, Arquivologia, de Memória, de Patrimônio, de Preservação, de Restauro, uma linha editorial, que é muito interessante”, elencou. Disponibilidade do acervo Segundo a coordenadora do LACIM, Ariluci Elliott, a UFCA montou um Grupo de Trabalho (GT) com pessoas das mais diversas áreas – Biblioteconomia, História, Museologia, Cultura, Tecnologia da Informação, Audiovisual – para elaborar um Plano Museológico para um futuro museu da UFCA.


 De acordo com ela, a ideia é que primeiro haja um museu virtual, com previsão para o ano de 2021, onde o material desta doação juntamente com o já existente acervo do LACIM, sejam disponibilizados para a comunidade acadêmica e externa. No futuro, será montado um museu físico. Ariluci comenta sobre a importância da doação do acervo Casimiro-Walker, que são precursores na catalogação da memória do Cariri, para o LACIM: “A gente está recebendo a memória da região do Cariri”. Ela destaca ainda a importância do material para o desenvolvimento cultural da Universidade, da possibilidade de compartilhar com as pessoas esta memória. Ariluci lembra que, depois desta importante doação, o LACIM vai aumentar ainda mais seu acervo com o recebimento da coleção do pesquisador Geová Sobreira. Serviço LACIM lacim.ccsa@ufca.edu.br

Matéria publicada site UFCA - Fonte: https://ufca.edu.br

Salete Maria - SORORIZAR É PRECISO


E nos brinda com seu cordel sobre as guerreiras do Cariri 

 
matéria publicada na Revista Muliere da comissão da mulher advogada - Subseção de Juazeiro do Norte OAB 




quinta-feira, 22 de outubro de 2020

90 ANOS DA DESTRUIÇÃO DO TÚMULO DA BEATA MARIA DE ARAÚJO

REVISITANDO NOSSO ARQUIVO DA HISTÓRIA por Daniel  Walker 

Até hoje não é possível afirmar com absoluta segurança quem foi realmente que deu a ordem para destruição do túmulo da beata Maria de Araújo, construído no interior da Capela do Socorro, em Juazeiro do Norte. Muitos escritores afirmaram que a ordem teria sido dada pelo bispo do Crato, Dom Francisco de Assis Pires, mas isso não é verdade, como veremos mais adiante. Um documento registrado em cartório afirma que a ordem partiu do vigário de Juazeiro da época, no caso Monsenhor José Alves de Lima. E aí vem a pergunta: o vigário de Juazeiro teria poderes para tal? 

Vamos analisar as duas questões. 

1. Por que não foi Dom Francisco? 
D. Quintino e D. Francisco
Explicação: A destruição do túmulo ocorreu no dia 22 de outubro de 1930.  Porém, naquela data, conforme explica a própria Diocese, a mesma estava vacante. Ou seja, estava sem titular, uma vez que Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva  (Foto 1), seu primeiro bispo,  havia falecido em 29 de dezembro de 1929 e o segundo Bispo de Crato, Dom Francisco de Assis Pires (Foto 2), só foi nomeado em 11 de agosto de 1931, tendo chegado ao Cariri somente em 10 de janeiro de 1932. Assim, seguramente, com base na cronologia, não partiu de nenhum bispo da Diocese de Crato a ordem para violação do túmulo da Beata.
Mons. Sóter e Armando
Enquanto durou a vacância na Diocese do Crato, respondia, como administrador diocesano, Monsenhor Vicente Sóter de Alencar, que era o Vigário-Geral da Diocese. Teria ele poderes para autorizar uma coisa de tamanha responsabilidade? Segundo nos informou o historiador Armando Rafael, chanceler da Diocese do Crato, “pelo Direito Canônico, o Administrador Diocesano não pode, sequer, nomear ou demitir ninguém da equipe anterior, ou – enquanto aguarda a chegada do novo bispo – fazer qualquer modificação na Diocese. O Administrador Diocesano tem poderes limitadíssimos. Eis o que reza o Direito Canônico:
“Cân. 428 – Parágrafo 1. Durante a sé vacante, nada se modifique.
Parágrafo 2. Os que cuidam do governo interino da diocese são proibidos de fazer qualquer coisa que possa de algum modo prejudicar a diocese ou os direitos episcopais; em particular são proibidos eles próprios, e por isso qualquer outro, por si ou por outros de retirar ou destruir documentos da cúria diocesana ou neles modificar qualquer coisa”.

Conforme ainda Armando “Monsenhor Vicente Sóter de Alencar, além de ser um sacerdote culto, equilibrado, bem informado e com fama de santidade, era grande amigo de Padre Cícero. É difícil que fosse autorizar uma coisa de tal envergadura, que feria os foros de civilização e normas do Direito Civil, além de causar profundo transtorno à veneranda figura do seu amigo, o Patriarca de Juazeiro”.

2. Resta, então, a possibilidade de ter sido Monsenhor José Alves de Lima, a qual será agora analisada.  
Mons. Lima e Amália
Explicação: Diz Amália Xavier de Oliveira, em seu livro O Padre Cícero que eu conheci, que “o então vigário de Juazeiro, Monsenhor José Alves de Lima, desejando preparar a Capela do Socorro para ser benta pelo sucessor de D. Quintino, mandou derribar o túmulo (da beata) para deixar igual todo o piso” E diz mais: “Os restos mortais estavam desfeitos no caixão e caíram no depósito que foi logo encerrado”  


Pe. Cícero e a beata
Padre Cicero tinha pela beata Maria de Araújo uma particular consideração, razão por que, quando ela morreu, lhe dedicou uma atenção especial. Mandou abrir-lhe a sepultura no interior da Capela do Socorro e providenciou-lhe um enterro digno de uma pessoa ilustre. Foi realmente um grande e inesquecível cortejo.
Ela morreu no dia 17 de janeiro de 1914, quando estava em curso o movimento sedicioso de Juazeiro, mais conhecido como Revolução de 1914. Um curioso documento particular, registrado em 3 de dezembro de 1930, no Cartório Machado, com o longo título de "NESTE VIDRO DEVIDAMENTE LACRADO SE ACHA TUDO QUE ENCONTROU-SE NOS DESPOJOS MORTAIS DA BEATA MARIA DE ARAÚJO, QUANDO EM 22.10.1930 FOI O SEU TÚMULO ABERTO CLANDESTINAMENTE POR ORDEM DO REVMO. VIGÁRIO DESTA CIDADE MONSENHOR JOSÉ ALVES DE LIMA" diz que o "corpo da beata Maria de Araújo foi trajado no hábito da Ordem Terceira de São Francisco, e foi depositado e trancado a chave em um ataúde de cedro devidamente envernizado a óleo por dentro e por fora e sepultado na Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, conjunta ao cemitério público, no dia 18 do mesmo mês e ano, sendo acompanhado de grande multidão de pessoas, entre as quais se destacavam o Padre Cicero e importantes vultos políticos do Estado, que se achavam refugiados no Juazeiro". O mesmo documento informa mais adiante que em 22 de outubro de 1930, abriram o túmulo de alvenaria onde estava sepultada Maria de Araújo, e os encarregados do serviço asseveraram que não existiam dentro do túmulo os restos mortais da mesma. A violação do túmulo foi de surpresa, sem preceder autorização legal, sem conhecimento, sequer, do respectivo zelador do cemitério, o senhor Hildebrando Oliveira. Sabendo o Padre Cicero que se estava arrasando o referido túmulo, chamou, rapidamente, ao atual governador da cidade, o farmacêutico Jose Geraldo da Cruz, para conjuntamente com o fotógrafo João Candido e Fontes assistirem ao ato exumatório e mandarem recolher os restos mortais em outro túmulo no cemitério. Esses senhores, sem perda de tempo, foram ao local, encontrando já aberta a sepultura, de momentos. Informou-os o pedreiro de que só existiam ali restos de panos e a madeira do caixão. Examinaram eles o caixão, a sepultura e, também, os escombros atirados para fora onde colheram, apenas, uns escapulários das irmandades de Nossa Senhora das Dores, de Nossa Senhora do Carmo, da Paixão e de outras irmandades e o cordão de São Francisco, e um pedaço de crânio com cabelos, o qual está guardado neste vaso de vidro. A beata Maria de Araújo que em sua vida foi caluniada de toda a sorte, teve ainda depois de morta violado seu tumulo".

Apesar de o evento ter sido testemunhado por um fotógrafo, não existe nenhum registro fotográfico. Agora, é o caso de perguntar: teria mesmo Monsenhor Lima coragem suficiente para assumir tal empreitada? Não existe nenhum documento oficial da Igreja (nada consta no Livro de tombo da Paróquia) ou da Justiça comprovando que ele deu a ordem. Mas o certo mesmo é que alguém mandou destruir o túmulo e o fato se consumou, caracterizando um flagrante abuso de poder, um desrespeito às leis, pois não se faz exumação sem ordem judicial, e um acinte à família da beata, que deveria ter ficado com os restos mortais dela para sepultar em outro túmulo. 
Contudo, o mais incrível é esse fato ter acontecido sem que nenhuma manifestação popular tenha sido registrada, nenhuma autoridade judicial ter protestado, afinal, tratava-se de uma inominável afronta a um ser humano, uma mulher humilde, a beata de Juazeiro, enfim, a mulher que juntamente com o Padre Cícero mudou o rumo desta cidade. 
Generosa e Fátima
É possível que nenhuma revolta tenha ocorrido porque, segundo informa a historiadora Generosa Ferreira Alencar, em seu livro Homens e fatos na história do Juazeiro, em coautoria com Fátima Menezes, a violação do túmulo ocorreu enquanto Juazeiro vivia dias agitados, em meio à Revolução de 30, estando a cidade repleta de militares da força federal. Portanto, qualquer levante popular seria facilmente reprimido pela força militar. 
Isso alivia, mas não justifica. Será que não foi justamente aproveitando essa circunstância que Monsenhor Lima agiu? Na verdade, diante da consumação do fato Juazeiro foi covarde naquele tempo. Pois, por muito menos, os juazeirenses deram em outras oportunidades demonstração inequívoca de que não toleram injustiças. 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Hospital Regional do Cariri apresenta leitos lotados na UTI

HOSPITAL REGIONAL DO CARIRI TEM TAXA DE OCUPAÇÃO DE LEITOS DE UTI E ENFERMARIAS PARA COVI-19 SUPERIOR A 100%

Hospital Regional do Cariri tem 31 leitos de UTI. Todos foram ocupados com pacientes e mais três tiveram de ser abertos, atingindo a taxa de 109,68%.
As enfermarias: eram 13 e mais quatro precisaram ser reabertas, perfazendo a marca de 130,77%

imagem site Governo do Estado do Ceará


Essa matéria do Cariri Noticias ratifica a preocupação e decreto estadual que acompanha os números que sobem após liberação das atividades e as equivocadas e contínuas aglomerações em todas as áreas.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Governo recomenda medidas mais restritivas em cidades do Interior , Juazeiro está entre elas

 

Governo recomenda medidas mais restritivas em cidades do Interior; confira lista

Decreto de isolamento social publicado neste domingo aponta dados epidemiológicos verificados pelas autoridades de saúde como justificativa para recomendação

O novo decreto de isolamento social do Governo do Estado publicado na tarde deste domingo (18) traz a recomendação aos municípios de Crateús, Icó, Russas, Juazeiro do Norte e Tauá para que adotem maior rigidez nas medidas de isolamento social contra o avanço do coronavírus. O documento justifica a recomendação "em função dos dados epidemiológicos verificados pelas autoridades da saúde".


"Em função dos dados epidemiológicos verificados pelas autoridades da saúde, deixa-se recomendação aos municípios de Crateús, Icó, Russas, Juazeiro do Norte e Tauá para que reforcem a fiscalização e adotem medidas de isolamento social mais restritivas para conter a disseminação da Covid-19, especialmente quanto à redução de aglomerações", diz o decreto.

Esses municípios não poderão, de acordo com o decreto estadual, adotar medidas de isolamento social menos restritivas que as estabelecidas no decreto e liberar outras atividades econômicas e comportamentais diferentes das autorizadas nas respectivas localidades.

O documento detalha ainda que esses municípios podem adotar outras medidas ainda mais rigorosas que as previstas do decreto estadual por meio de ato normativo.

"No âmbito da política de regionalização do isolamento social no Estado do Ceará, os municípios cearenses poderão, por ato normativo próprio, para enfrentamento da COVID-19, adotar outras medidas de maior rigor em relação às previstas neste Decreto, buscando atender a particularidades locais, segundo critérios epidemiológicos e fatores relacionados à disponibilidade de leitos para atendimento da população afetada pelo vírus", detalha o documento.

O decreto destaca ainda que "o Estado, por seus órgãos competentes, prestará aos municípios o apoio necessário para a implementação do isolamento social previsto na forma deste artigo".

Ontem (18) o governador Camilo Santana havia anunciado por meio das redes sociais que solicitou por meio de ofícios enviados ao Governo Federal reforço nas ações de controle sanitário no Aeroporto de Fortaleza, especialmente em relação aos voos internacionais, que começaram a ser retomados.

"Isso, em virtude do aumento de casos de Covid na Europa e EUA. O pedido a esses órgãos deve-se ao fato do aeroporto ser um espaço de controle federal. Ao mesmo tempo coloquei toda a estrutura do Governo do Estado à disposição para o que for necessário nessas ações que visam a proteção da população cearense", disse Camilo Santana.

Camilo também disse ontem que enviou ofício ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral solicitando providências "para prevenir e fazer cessar ações praticadas no contexto da campanha eleitoral de 2020 que estejam em desacordo com as regras sanitárias estabelecidas para segurança da população contra a Covid, previstas nos decretos estaduais".

"Tenho visto imagens absurdas de desrespeito às normas sanitárias em alguns atos de campanha, o que estaria provocando aumento de casos em alguns municípios", destacou o chefe do executivo estadual.