sexta-feira, 30 de setembro de 2011

SEMANA MUNDIAL DO ESPAÇO EM JUAZEIRO DO NORTE

 Caros Amigos e Amigas:
 A World Space Week (http://www.worldspaceweek.org/) ou Semana Mundial do Espaço é o maior evento internacional público dedicado ao espaço, com comemorações em mais de 50 nações.
Oficialmente estabelecida pelas Nações Unidas em 1999 como uma celebração internacional de contribuição da ciência e da tecnologia espacial para a melhoria das condições de vida das populações, a Semana Mundial do Espaço, de 4 a 10 de Outubro, é assinalada pela comemoração de dois eventos marcantes da era espacial:
 - O lançamento do primeiro satélite artificial, Sputnik 1, abrindo o caminho para a exploração espacial, em 4 de Outubro 1957;
 - A assinatura do Tratado sobre os princípios que governam as atividades dos Estados na Exploração e uso do Espaço, incluindo a Lua e os outros corpos celestes em 10 de Outubro 1967.
 O tema da Semana Mundial do Espaço em 2011 é "50 anos de voos espaciais tripulados". Uma homenagem ao primeiro voo espacial humano que ocorreu no dia 12 de abril de 1961, quando o cosmonauta Yuri Gagarin  completou uma órbita  ao redor da Terra a bordo da nave Vostok 1, lançada pelo programa espacial soviético e desenhada pelo cientista  Sergey Korolev.

O BRASIL / EVENTOS NA SEMANA MUNDIAL DO ESPAÇO
 Na Semana Mundial do Espaço - 04 a 10 de Outubro de 2011, os astrônomos amadores e profissionais, professores e alunos, as instituições de pesquisa e ensino, as associações, os grupos e clubes de astronomia, os planetários e todos os entusiastas da ciência  são conclamados a fazerem e registrarem no site da World Space Week 2011  quaisquer eventos relacionados ao espaço: sessão pública de observação com telescópio, concurso de desenho ou redação, distribuição de panfletos temáticos, palestras, lançamento de foguetes, exposição fotográfica com imagens espaciais (a exposição "Paisagens Cósmicas" com seus excelentes painéis é uma excelente pedida para um evento em escolas, museus, bibliotecas, etc), sessão especial no planetário, um abaixo assinado contra a poluição luminosa de sua cidade, uma sessão de bate-papo exclusiva sobre o espaço pela internet, atividades escolares (exercícios para casa) sobre o espaço, um Ballet infantil temático, a organização de um evento esportivo (um jogo de futebol de campo ou futebol de salão entre amigos, basquete, volei, natação, sinuca ou outro esporte) dedicado a Semana Mundial do Espaço ou, se você é reporter, uma notícia especial sobre o tema.
 Se você não tem como fazer nenhum desses eventos mas tem um blog: poste algo pessoal, uma mensagem sobre o espaço para o mundo e registre-a no site de evento, para que todos possam acessa-la!
 Simplesmente faça algo em prol da divulgação da astronomia ou do espaço na Semana Mundial do Espaço, de 4 a 10 de outubro e espalhe-o para o mundo!
 A sincronização dos eventos e programas educacionais atrai a cobertura dos meios de comunicações, que contribui para a educação do público em relação à exploração do espaço.
 Para registrar seu evento no site da Semana Mundial do Espaço 2011 e divulgar sua associação e suas atividades para o Brasil e para o Mundo é muito fácil.
Acesse: http://www.worldspaceweek.org/new_event.php  e preencha o formulário em português ou inglês. Se tiver alguma dúvida quanto as solicitações do formulário é só traduzir a página com o google tradutor ou abri-la com algum tradutor. Outras dúvidas entre em contato comigo (e-mail abaixo). Ao preencher o que se pede é só clicar em "Submit Event" e seu evento já aparecerá devidamente registrado no site.
Se a sua instituição tiver uma página na internet não esqueça de colocar em " Event Web Address" . O site da Semana Mundial do espaço é uma excelente vitrine para o mundo.
 Para ver os eventos já registrados acesse: http://www.worldspaceweek.org/calendar_2011.php
 Para fazer download do poster com o tema 2011 (arte e texto) acesse: http://www.worldspaceweek.org/poster_2011_with_text.html
 Para criar um texto exclusivo da sua instituição a partir da imagem tema da Semana Mundial do Espaço 2011, faça o download do poster sem texto em:
http://www.worldspaceweek.org/poster_2011_no_text.html

A SEMANA MUNDIAL DO ESPAÇO EM JUAZEIRO DO NORTE, NO CEARÁ
 Em meio às comemorações internacionais, em Juazeiro do Norte a equipe do Núcleo de Astronomia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE Campus Juazeiro do Norte), com a total colaboração da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP) realizará, durante toda a Semana Mundial do Espaço,  eventos de observação astronômica com telescópios em espaços públicos e distribuição de panfletos temáticos. Dois telescópios refletores serão colocados a disposição da população para a observação da Lua.
 A ação social,educacional e científica que visa estreitar os laços entre a ciência e a população proporcionará oportunidade única aos juazeirenses de contemplar  com seus próprios olhos, de forma gratuita,  pequenos detalhes do mundo mais próximo da Terra.
Veja a programação em Juazeiro do Norte:
 Dia 04 de Outubro, Terça-feira, das 18h00 às 21h00, Praça Feijó de Sá (antiga Pça do Giradouro), Bairro Triângulo.
Dia 05 de Outubro, Quarta-feira, das 18h00  às  21h00, Praça José Geraldo da Cruz (antiga Praça das cacimbas), Bairro Franciscanos.
Dia 06 de Outubro, Quinta-feira das 18h00 às  21h00, Praça Padre Cícero (defronte ao Anfiteatro), Centro
Dia 07 de Outubro,  Sexta-feira das 18h00 às  21h00, Praça Padre Cícero (defronte à Feira Itinerante de Artesanato), Centro
Dia 08 de Outubro,  Sábado, das 18h00 às 21h00, aos pés da Estátua do Padre Cícero, no Horto.
Dia 10 de Outubro,  Segunda-feira das 18h00 às 21h00, Praça Padre Cícero (defronte ao Anfiteatro), Centro.
Promova a Educação Científica!
 Promova a Exploração do Espaço e a Astronomia!
 Participe da Semana Mundial do Espaço - 4 a 10 de Outubro de 2011.
 Divulgue-a!
 Grande abraço à todos e excelentes atividades!
 Valmir Martins de Morais - valmirmmorais@yahoo.com.br
Coordenador Nacional da Semana Mundial do Espaço - Brasil
N-ASTRO Núcleo de Astronomia - http://www.juazeiro.ifce.edu.br/astronomia/index.php
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - Campus Juazeiro do Norte
Juazeiro do Norte, Ceará - Brasil

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Coleção Centenário lança mais cinco livros


Foram lançados na noite de  quinta-feira, 29 de setembro de 2011, no Memorial Padre Cícero, mais cinco livros da Coleção Centenário, completando, assim, a primeira edição de vinte volumes. A solenidade contou com a presença do escritor americano Ralph Della Cava, o qual recebeu na oportunidade a Placa do Centenário, outorgada pela Municipalidade.  Abaixo alguns flagrantes fotográficos do evento:
Composição da mesa



Com a conferência do historiador americano Ralph della Cava (da Columbia University) foi encerrado ontem (quarta-feira, 28 de setembro de 2011), em Juazeiro do Norte, o X Congresso de História da Educação do Ceará. O certame foi realizado pelas Universidades Federal do Ceará, Regional do Cariri e Estadual Vale do Acaraú. Uma extensa programação foi desenvolvida no período de 25 a 28 deste mês, tendo como locais o Memorial Padre Cícero, Sesc e Colégio Salesiano.
Alberto e Odilon
Por Célia Morais

Não sei bem qual foi o Ano que essa história aconteceu. Só sei que no Juazeiro energia só de noite e de dia nem pensar. A gente morava nas Malvas, pense num lugar bonito, um sitio onde a cidade não tinha chegado ainda. Não tinha calçamento, tinha um tremendo areial que guardava no seu percurso o Engenho de Doroteu , com suas almas penadas que vagavam fazendo medo aos que passavam por lá.
Pois bem, quando foi um dia, meu querido tio Odilon conversando com meu pai o saudoso seu Alberto perguntou se ele não queria puxar uma energiazinha lá da sua Serraria movida a um gerador que fazia funcionar as máquinas de seu Odilon. Seu Alberto concordou na hora dizendo logo a seguir: -- Já pensou ter energia prá nós puder escutar, um disco na radiola.
Acertaram direitinho e só faltava trazer um eletricista dos bom prá fazer a ligação. Foi pensar e logo veio a lembrança de chamar, para o trabalho fazer o melhor eletricista dessa nossa região, o famoso Alemão. Quando foi no outro dia lá se vem o Alemão com sua caixa na mão e foi logo perguntando, o lugar da ligação. E quando olhou disse logo que não ia ter problema que o lugar era perfeito. Ele cumpriu direitinho a sua nobre missão e na coluna do alpendre, botou a bendita chave, a chave da confusão.
Tudo pronto e arrumado, Alemão chamou a gente prá explicar direitinho como tinha que fazer prá chave funcionar e logo a luz acender. – Prestem muita atenção, vou mostrar como vocês vão fazer prá energia chegar nessa casa sem problema. Ensinou e em seguida testou umas duas vezes e a luz logo brilhou. Foi palma prá todo lado e Alemão foi-se embora.
Quando chegou seu Alberto todo animado ele disse. – Vamos testar e ver logo se essa chave que o rapazinho botou funciona de verdade. Todo mundo correu prá ver e quem sabia da história já ia logo dizendo. – De cada lado da chave tem uma letra bem grande prá não fazer confusão, dum lado a letra A e do outro a letra O. Pronto. E agora é só fazer o que o Alemão mandou. Botando a chave virada prá letra A de Alberto a luz vem logo prá cá e botando a chave ao contrário virada prá letra O a energia logo volta prá serraria de Odilon. E assim seu Alberto fez. Só que por obra do diabo a luz não quis acender. E seu Alberto dizia, e agora, como vamos resolver. Só tem um jeito prá isso, é chamar de volta aqui o danado do Alemão.
Quando o homem grande chegou vinha todo esbaforido e com as mãos na cabeça dizia. – Será possível que vocês não sabem ler as letras do Alfabeto?? E venham ver todo mundo como isso funciona. Virando a chave prá letra O a luz de OBERTO acende e virando prá letra A quem acende direitinho é a luz de ADILON. E tenho dito. 



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pacote Editorial do Centenário com novos lançamentos

 Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, percorreu emissoras de rádio nesta quarta-feira para convidar os juazeirenses a participarem de uma noite de autógrafos e homenagens. Será às 19 horas deste dia 29 de setembro no auditório do Memorial Padre Cícero. Como disse, trata-se do lançamento de mais uma etapa da Coleção Centenário como parte das comemorações pelos primeiros 100 anos de Juazeiro do Norte. Ele lembra ser uma iniciativa parceira da gestão do prefeito Manoel Santana e instituições como a Universidade Federal do Ceará (UFC) e Banco do Nordeste. Vai ser lançada a reedição do livro “Patriarca do Juazeiro” do padre Azarias Sobreira e as reedições de “Mistério do Juazeiro”, escrito em 1935 por Manoel Pereira Diniz e “Joaseiro do Padre Cícero e a Revolução de 1914”, escrito em 1938 por Irineu Pinheiro. Dois livros inéditos serão lançados: “Rostos de Juazeiro”, de Raimundo Araújo; e “Padre Cícero e Juazeiro – Textos Reunidos Coletânea sobre Padre Cícero”, do Padre Neri Feitosa. Antes do lançamento dos livros o prefeito Manoel Santana fará entrega de uma placa comemorativa ao centenário de Juazeiro do Norte ao antropólogo e escritor da Universidade de Colúmbia em Nova York (EUA), Ralph Della Cava. Segundo disse, será o reconhecimento pelos grandes serviços prestados como pesquisador para a história de Juazeiro e do Padre Cícero. Na sexta-Ofeira, o escritor norte americano receberá título de Doutor Honoris Causa das mãos do reitor da UFC, Jesualdo Farias, em solenidade no Campus da UFC. (Demontier Tenório)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ralph Della Cava receberá homenagens em Juazeiro



O escritor e pesquisador dos Estados Unidos, Ralph Della Cava, estará esta semana em Juazeiro do Norte participando de uma série de eventos. Ele é o autor do livro “Milagre em Joaseiro” um dos mais completos que já se escreveu sobre Juazeiro e o Padre Cícero Romão Batista. O escritor americano vai participar do Congresso de História da Educação e receberá o título de Doutor Honoris Causa da UFC (Universidade Federal do Ceará), no dia 30, no campus Cariri (Juazeiro) da Universidade Federal do Ceará.
      Da parte do município será homenageado com uma placa comemorativa pelos 100 anos de Juazeiro a ser entregue pelo prefeito Manoel Santana reconhecendo os grandes serviços prestados como pesquisador para a história da cidade. Às 19 horas de quarta-feira, dia 28, no Memorial Padre Cícero, ele fará a palestra de encerramento do X Congresso Cearense de História da Educação promovido pela UFC e URCA com o apoio da Prefeitura de Juazeiro. (Demontier Tenório)

domingo, 25 de setembro de 2011

ICVC elege nova diretoria

Em sessão realizada no dia 23 de setembro de 2011 o Instituto Cultural do Vale Caririense elegeu sua nova diretoria, a qual administrará a entidade no biênio 2012/2014. Sua composição é a seguinte:

                             Madrinha do ICVC
                        Maria Antélvia Candido

Presidente :                 Maria do Rosário Lustosa da Cruz
1º Vice Presidente:     Joaquim Edvan Pires
2º Vice Presidente:     Pedro Ernesto Filho
1º Secretária:              Diercelia Almeida
2º Secretário:              Antonio  Figueiredo
1º Tesoureiro:            Antonio Alves
2º Tesoureiro:            Maria José de Sales
1º Orador:                 Geraldo Meneses Barbosa
2º Orador:                 Antonio Arnaldo Onofre de Alencar  
1º Bibliotecária:       Merandolina Barros
2º Bibliotecário:       Franco Barbosa

Comissão de Eventos
Hélio Bezerra
Iêda Sobreira
Simone Grangeiro
Comissão de Publicações:
Erasmo Barbosa Mendonça
Francisco Moreira Oliveira
Francisco Luiz Soares
Comissão de Relações Públicas:
Ernande Tavares Monteiro
Hugo Rodrigues
Osmar Cavalcante
Comissão de Sindicância e Finanças
Agnaldo Carlos de Sousa
Polyanna Coimbra Cruz
Maria do Socorro Gondim

sábado, 24 de setembro de 2011

Deputado Inácio Loiola é cidadão juazeirense

Realizou-se na noite de sábabo, 24 de setembro de 2011, no Memorial Padre Cícero a Sessão Solene da Câmara Municipal para outorga do título de Cidadão Juazeirense ao deputado estadual alagoano Inácio Loiola Damasceno Freitas (PSDB). Inácio tem sido desde algum tempo uma espécie de embaixador juazeirense no estado de Alagoas, onde faz intensa divulgação da cidade de Juazeiro e de seu fundador, o Padre Cícero Romão Batista, de quem é pesquisador e devoto. Ele é natural de Piranhas. Em sua terra natal, quando foi prefeito, realizou vários seminários culturais para estudo de temas regionais, dentre os quais figuras importantes da história de Juazeiro, como Padre Cícero e a beata Maria de Araújo. A concessão do título foi de autoria do vereador Sargento Nivaldo. A Sessão Solene fez parte da programação do III Cariri Cangaço, cujo encerramento ocorrerá amanhã. Após receber o título de cidadão juazeirense o deputado Inácio Loiola proferiu palestra no Cariri Cangaço.
Composição da mesa     






Vereadores entregam titulo ao agracidado
Inácio no momento em que pronunciava seu discurso de agradecimento

Comitiva de Piranhas que veio a nossa cidade para prestigiar a Sessão Solene de entrega de título de cidadão juazeirense ao deputado Inácio Loiola. A foto foi clicada quando a comitiva visitava o Monumento do Padre Cícero, no Horto.


Pollyanna moça, leitura feita por várias gerações

Este livro, que hoje destaco, foi escrito por Eleanor H. Porter e traduzido por Monteiro Lobato. Na época da minha adolescência, fase difícil que todos nós enfrentamos, que hoje é chamada de aborrecente, a famosa fase dos questionamentos, dos dissabores, das incertezas, das discórdias, das incompreensões, do desejo de independência. Eis que chega às minhas mãos, por indicação de uma amiga, este abençoado livro, a sétima edição, 1966. Digo assim, pois me trouxe a grande lição de como encarar a vida com alegria, apesar dos problemas que enfrentamos no nosso dia a dia. Conta a história da protagornista-título, a qual ficou órfã de mãe ainda criança, sendo criada por seu pai que era um pastor missionário. A filosofia de vida de Pollyanna é centrada no que ela chama o  “Jogo do Contente”, uma atitude otimista que aprendeu com o pai. Esse jogo consiste em encontrar algo para se estar contente, em qualquer situação por mais difícil que seja. A origem dele aconteceu por ocasião do Natal, quando Pollyanna, esperava ganhar uma linda boneca e acabou recebendo um par de muletas. Ela chorou muito, ficou muito triste, pois não estava preparada para receber tal presente, foi uma grande decepção. O pai vendo-a abatida e melancólica, imediatamente  aplicou o jogo, argumentando para ela, ver somente o lado bom dos  acontecimentos, nesse caso, ficar contente porque disse ele: "Nós não precisamos delas!". Com esse ensinamento transmitido por ele, Pollyanna se entusiasmou e se adaptou tão rápido passando a praticá-lo. Seu jeito espontâneo e meigo irradiava alegria por onde passava. Com a morte de seu pai, ela teve que morar num orfanato, das Irmãs Auxiliadoras como ela chamava. Apesar da perda do pai e de ter que morar no orfanato, continuou a jogar o jogo do contente dizendo: ainda bem que fui acolhida pelas irmãs. E lá ela distribuía simpatia e bom humor. As freiras questionaram o seu comportamento apesar dos infortúnios e ela respondia: “É porque eu sempre estou jogando o jogo do contente! Não sabem. É achar qualquer coisa boa em tudo que nos acontece de mau”.
E assim ela foi levando a vida contente e feliz. Inesperadamente teve que ir morar com uma tia solteirona, por sinal muito  rabugenta, que a acolheu não muito satisfeita.  Esse jogo praticado por ela a protege das atitudes severas e desaprovadoras da tia. Quando sua tia, que ela chamava de tia Polly a colocou num sótão abafado, ela mesmo assim ficou feliz apreciando a bela vista e a paisagem que se descortinava daquela altura. Quando a tia tentou puni-la por estar atrasada para o jantar, dizendo que ela só iria comer pão e leite, na cozinha, com a cozinheira, Nancy, Pollyanna agradeceu-lhe festivamente dizendo que gostava de pão e leite, e também gostava de Nancy. A leitura desta emocionante estória me trouxe um grande exemplo de superação e de uma grande auto estima. Assimilei e apliquei com bastante ênfase a filosofia de Pollyanna nos momentos bem difíceis de minha vida. Foi uma influência benéfica que facilitou  de diversas maneiras a melhor forma de encarar os problemas, de ver por outro ângulo o que estava me afligindo e me preocupando. O tempo foi passando, as mudanças acontecendo, muitas responsabilidades e deixei para trás este eficaz medicamento. Caiu no esquecimento, junto de vários livros na minha pequena biblioteca. Eis que por acaso, quando me deleitava lendo para a minha amiga Adelina Cordeiro, minha vizinha, que por anos esteve acamada e tendo perdido a visão, sempre à tarde a visitava para ler capítulos de livros religiosos para ocupar um pouco o seu tempo tão ocioso já que ela não tinha condições de ler. Durante um bom tempo pratiquei esta missão com muita alegria. Os meus livros das histórias dos santos, Santa Teresinha, Santo Agostinho, São Bento, Santa Rita de Cássia, Santa Bernadete já os tinha lido todos, passei para revistas, com pequenas biografias dos santos também esgotaram. Então, perguntei pra ela se ela aceitava que lesse um romance, frisei bem que era um romance sadio, que talvez ela gostasse. Ela aceitou a minha opinião e assim comecei a leitura. No início, recordo bem que ela não estava demonstrando interesse, bocejava algumas vezes, mas não desanimei, insisti com mais um capítulo. Ah! De repente ela começa a sorrir, um sorriso tímido, de quem estava envergonhada de admitir contentamento. Aí sim, estourou a alegria, o entusiasmo. A leitura continuava por etapas, três ou quatro capítulos por dia para não se tornar cansativo. Como ela gostou desta leitura! Quando me aproximava do quarto onde ela estava, dizia: “Veio jogar o jogo do contente? Sabe, que passei até agora fazendo este jogo tão maravilhoso. O dia pra mim não está cansativo, fiquei aguardando sua chegada, para ouvir mais belezas da minha querida Pollyanna”. Foi gratificante saber que por algum tempo este jogo a fez feliz e como ela aguardava prazerosamente toda tarde o prosseguimento da leitura. No mês de abril deste ano ela  faleceu, mas de vez em quando me bate aquela saudade do nosso convívio, e da manifestação tão carinhosa que ela tinha para comigo, dizendo: "Já chegou a mensageira da fé?” Neste corre corre desmedido, é bom que se dê uma parada e se contagie com o alto astral de Pollyanna. Vale a pena conhecê-la e passar a usar no nosso cotidiano este remédio muito eficaz aplicado por Pollyanna.

COMENTÁRIO
- Eu como juazeirense nato, que viveu e presenciou as Romarias e que você recordou perfeitamente, não poderia deixar de parabenizá-la, principalmente pelas riquezas de detalhes e fatos que ocorriam durante essas Romarias em Juazeiro. Parabenizo também, pelas fotos publicadas, as quais nos mostram o que acontecem nas Romarias atuais. Francisco Soares Balbino. Cascavel-CE

- Excelente matéria, a forma simples como são narrados os acontecimentos, me fez viajar no tempo. Fiquei feliz e orgulhoso com a foto em que eu e minha irmã Poliana desfilamos pela Escola Técnica Dr. Diniz, cujo diretor, o saudoso tio Getúlio era um exemplo de patriotismo, civismo e disciplina.
Zezo Ibrahim Grangeiro Carneiro, São José de Ribamar-MA

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Gilmar de Carvalho lança livro em Juazeiro

Foi lançado, as 19h de hoje, 23, na Livraria Novel do Cariri Shopping  o livro Parabélum, de autoria de Gilmar de Carvalho. Segundo comentário feito pelo escritor Cláudio Portella, “Parabélum é um romance pós-moderno. Nele o autor alude à vida de um anti-herói, um salvador (que não salva nem a si), que é Jesus Cristo, transmutando-se depois em Lampião e Che Guevara. Mas, na verdade, é muitos outros. A esquizofrenia do herói depende da verve do narrador, dos seus questionamentos, da sua acidez. O narrador acaba se tornando o protagonista, ou vice-versa. Vou mais longe, o anti-herói é também o autor. O autor é quem atira. E atira quase sempre na hipocrisia. A grande questão desse romance pós-tudo é a semiótica da linguagem. As frases são longas, de pouca respiração, que puxam a narrativa como um jorro, quase um transe psicótico, que se desfaz em uma imagem poética. Os capítulos funcionam isolados, como contos ou até como crônicas. E é preciso estar atento à continuidade do romance, já que tudo parece funcionar bem sozinho. Como toda obra de vanguarda de valor, antecipa o que viria a ser a costura de expressões de arte/linguagem no corpo da narração. Vemos facilmente o cinema, o teatro, as histórias em quadrinhos, a psicanálise e a televisão transitando e construindo o universo do herói. A humanidade parece estar sempre precisando de heróis. O homem tem de se ver salvo dele mesmo e busca no herói o perdão dos seus pecados. Na literatura, o heroi não é menos procurado. O herói de “Parabélum” nasceu numa época difícil: a década de 1970, a mais truculenta da ditadura militar. Foram anos nada fáceis para o autor. Ele teve até de suprimir a última frase do livro. Na  apresentação da nova edição, João Silvério Trevisan chama a atenção para o poético. Eu destaco a refinada crítica à burguesia, que vale para os novos-ricos de então, que teimam em assolar o sertão. Poesia e ironia andam de mãos dadas, com um “Parabélum” na outra”.
O AUTOR. Gilmar de Carvalho, mora em Fortaleza,  é professor aposentado da Universidade Federal do Ceará, cidadão juazeirense, título outorgado em virtude de seus relevantes serviços prestados à divulgação da cultura juazeirense. Foi ele quem projetou para o Brasil e o mundo a literatura de cordel e a xilogravura juazeirenses, promovendo cordelistas e xilógrafos  através de exposições realizadas sob sua coordenação. O livro foi editado pela Editora Armazem da Cultura e está à venda na Livraria Nobel, onde foi lançado. 

Falecimento de dona Nina


Foi sepultada hoje em Juazeiro Dona Maria Cecília da Silva, cujo falecimento ocorreu ontem.  Mais conhecida como Dona Nina ela nasceu em Bonito, PE, em 1923. Aos 16 anos casou com o Sr. José Rodrigues da Silva, com quem viveu por 60 anos, e dessa união nasceram 11 filhos (um já falecido). Dona Nina morava em Juazeiro há bastante tempo e desde 1953 na Rua Padre Pedro Ribeiro. Era uma pessoa muito alegre, risonha, bastante comunicativa e brincalhona, transmitindo uma imagem de quem está sempre de bem com a vida. Como ardorosa devota de Padre Cícero, andava sempre com o rosário da Mãe das Dores no pescoço.

Passaredo em Juazeiro

Ontem foi um dia histórico em Juazeiro do Norte, pois marcou a chegada do primeiro vôo da Passaredo, a mais nova empresa de aviação a operar no Aeroporto Regional Orlando Bezerra de Menezes. A reportagem deste blog esteve presente ao acontecimento e na oportunidade fez o flagrante fotográfico mostrado ao lado e filmou a chegada da aeronave ERJ 145 de motor a jato com capacidade para 50 passageiros, fabricada pela empresa nacional Embraer. A Passaredo opera a partir de ontem com voos  diários partindo de Juazeiro a Fortaleza (6h) e de Juazeiro a São Paulo (Guarulhos) (8h6min) com escalas em Salvador e Vitória da Conquista. A presença da Passaredo em nossa cidade é mais um dos grandes serviços prestados a Juazeiro pelo empresário e vice-prefeito José Roberto Barreto Celestino, pois foi com ele que as primeiras negociações foram realizadas. Ele também é responsável pelas articulações tendo em vista trazer para a Juazeiro a TAM, cujo pedido já foi feito à Infraero. Assista ao video.
video

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Alguém conhece a mais nova praça de Juazeiro?


     Estou falando da Praça do pau seco. Os homens gananciosos ainda não aprenderam a conviver com a natureza e árvores consideradas centenárias, como o pé de oiticica mostrado na foto, ficam a mercê dos novos investimentos. A ideia para calar a boca é: basta "transplantar" a árvore e tudo fica resolvido. Eis aí a árvore ou melhor, as árvores transplantadas, e não sei se algum dia ainda florescerão. Infelizmente esse ainda é um pensamento do Juazeiro centenário. Como diria Roberto Carlos: “Não sou contra o progresso, mas apelo pro bom senso, um erro não conserta  outro, isto é o que eu penso..."  Abramos, sim, espaço para grandes investimentos, mas sem matar nossa história.  Vamos seguir o conselho do Padre Cícero nos seus preceitos ecológicos. Aprendamos a viver com as nossas diferenças, e respeitar nosso chão nordestino. E viva o meio ambiente. Será que aprenderemos? (Pautília Ferraz)
E ai? já descobriu onde fica a praça do pau seco ?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Motorista mais antigo recebe homenagem

Hoje, pela manhã, aconteceu no Memorial Padre Cícero, uma assembleia entre a administração municipal e os taxistas. Na ocasião vários orgãos estiveram presentes, como INSS, para que os mesmos possam fazer contratos como autônomos e o BNB que fez explanação sobre financiamento de automóveis. Durante o evento foi prestada homenagem ao taxista mais antigo de Juazeiro do Norte em exercício o Sr. Edmilson Bezerra, pelos 59 anos na profissão. (João Carlos Menezes).

Hino de compositor juazeirense em Maringá


O Hino ao Menino Jesus de Praga, de autoria do compositor juazeirense Paulo de Souza, será executado durante as comemorações em honra do Menino Jesus de Praga, Padroeiro da Paróquia de mesmo nome na Arquidiocese de Maringá, Paraná. A solicitação foi feita pelo Sr. Izildo Lourenço, o qual faz parte da Pastoral de Canto Litúrgico daquela Paróquia e tomou conhecimento do hino escrito por Paulo através da internet. Paulo de Sousa, é engenheiro civil, residente em Juazeiro do Norte, autor de vários hinos religiosos e recentemente teve o Hino ao Centenário de Juazeiro do Norte oficializado pela Câmara Municipal. Abaixo transcrevemos a letra do Hino ao Menino Jesus de Praga:

HINO AO MENINO JESUS DE PRAGA
Letra e Música : Paulo De Souza
              
1.Salve, ó fruto bendito de Maria,
De Deus filho, verbo eterno, nosso irmão,
Vem , consola todo coração sofrido,
Dos cativos, sê força e libertação.
  
REFRÃO:
Honra e glória ao Deus Menino,
Soberano, dom supremo,
Unigênito do Pai,
Veio trazer luz ao mundo,
Liberdade, amor profundo,
Alegria, vida e paz.

2.Ó mistério, que por séculos escondido,
Aos eleitos foi um dia revelado
Faz o povo escutar a voz de Deus,
Vem, levanta deste chão os humilhados.

3.Deus - Conosco, fonte eterna de esperança,
Desejado por todas as nações,
És dos pobres ideal de liberdade,
Vem salvar-nos, ouve nossas rogações.
        
4.Ó Deus forte, que por nós se fez pequeno,
Luz da luz, resplendor que não se apaga,
Vem trazer-nos tua graça e amor divino
Te rogamos, Menino Jesus de Praga.

sábado, 17 de setembro de 2011

Comentário de Dr. Iderval Tenório sobre o Centro de Apoio aos Romeiros

      Queridos do Juazeiro do Norte,  se não estou equivocado, a Romaria vem e é para o povo, a Romaria é feita pelo devoto, pelo homem que ama o Padre Cícero, a Romaria é patrimônio Religioso e Cultural do Nordeste, então como pode afastado dos holofotes deste mesmo povo, como pode a Romaria ficar concentrada em determinado local e deixar as Ruas vazias, este fator me preocupa, pois o que emociona e fortalece é exatamente este formigueiro, o formigueiro da FÉ.
       Não pensem que estou pregando a anarquia, estou pregando uma tradição desde o inicio da Juazeiro do meu Padim. Que sejam criados centros, hotelarias, restaurantes e outras estruturas mas não se esqueçam que  é a multidão rezando, cantando e gritando que faz da Romaria de Juazeiro ÚNICA.
     Que venham as modernidades, mas não apague  a peregrinação centenária dos Romeiros da Mãe de Deus, que não sepulte as  cantorias, as ladainhas, os benditos e as caras nordestinas enfeitando as Ruas de Juazeiro.
    O Mercado de Juazeiro é plural, é eclético, é  formal e informal, pelo amor ao Juazeiro e aos seus milhares de visitantes que sejam mantidos a liberdade de locomoção, de compras, de ocupação das áreas tradicionais. Mesmo que se construa uma zona para hospedagem, que os Juazeirenses possam acomodar nas suas casas centenas de Romeiros dando vida àquela rua, àquela Paca e aquele logradouro.
    O que seria o Socorro sem os seus milhares de Romeiros, a praça do Cinqüentenário sem os seus ilustres visitantes, as sanfonas, as violas, as velas, as barracas, algodão doce, lonas, banha do peixe boi e peixe puraquê, sem o peixe elétrico e sem os seus pagadores de promessas.  Eu gosto da  modernidade, mas que esta modernidade não chegue atrapalhar a mais Santa as Romarias deste Brasil.
   Juazeiro cresceu e cresce com todas esta diversidade e não pode descaracterizar um evento que vem dando certo desde a época do Patriarca Pe.Cícero Romão Batista .
         Progresso Juazeiro do Norte,mas com parcimônia.
                             Iderval Reginaldo Tenório
    O mais cearense dos Cearenses que mora fora do Estado, porém  continua encastoado nas  coisa do Juazeiro.
ACESSE E DIVULGUE O BLOG DO DR IDERVAL.  É APENAS CULTURAL.
                            http://www.iderval.blogspot.com
Recordando as romarias
É interessante a mudança de hábitos, de costumes e de comportamentos. Os tempos mudaram muito, e como mudaram! Recordo a aparência, os trajes e o jeito místico dos romeiros que visitavam nossa cidade tempos atrás. As romeiras usavam vestido bem simples, de chita, pode-se dizer, tecido muito usado naquela época. Largo e franzido na cintura, ou então, saia larga e blusa de mangas compridas. Algumas usavam calça comprida por cima do vestido ou da saia. O transporte usado eram os caminhões pau de arara e para que se acomodassem nos seus assentos tinham que subir numa pequena escada e era por esse motivo que elas usavam a calça comprida. As calçadas lotadas de gente, homens, mulheres, crianças, idosos indo em direção à casa da Mãe de Deus, Nossa Senhora das Dores, ou em busca da Capela do Socorro visitar o túmulo do Padre Cícero e acender suas velas e fazer seus pedidos. Durante o percurso para esses lugares, parava aquele amontoado de gente num local só, a pedir água nas residências ou pedindo informações sobre alojamentos. Mas, existia uma característica essencial que os distinguiam dos demais transeuntes: o ar contrito e piedoso. O aspecto de pessoas fervorosas que buscavam aqui, em nossa cidade, o bálsamo para curar os seus sofrimentos, as suas angústias e doenças. Adquiriam logo o chapéu para se resguardar do sol abrasador. Um rosário nas mãos ou no pescoço e o ar cansado de uma viagem cansativa e sem conforto. Após um pequeno repouso nas pousadas ou ranchos, já bem animados, cedinho começavam a peregrinação pelas igrejas, parecia um formigueiro humano. Após as obrigações religiosas, partiam para a diversão que eram as compras e as visitas aos locais considerados por eles como sagrados, como o Horto, a casa onde Padre Cícero morreu. No comércio, paravam admirados  olhando o movimento nas lojas, o sortimento, e estranhavam os congestionamento dos carros, pois nas cidades de suas origens é difícil esse fato acontecer. As barracas e bancas se instalavam nas Ruas São Pedro com Santa Luzia; São Pedro com Conceição; São Pedro com Rua São João (atualmente Rua Alencar Peixoto), e isso dificultava bastante o trânsito devido o Centro ficar totalmente tomado pelo comércio avulso. Existiam a miudeza, o alumínio, os baldes de zinco, os chapéus, as esteiras de palha, as sandálias de tira expostas no calçamento, o quebra-queixo, a rapadura, a batida enrolada em palha de bananeira, as confecções, as merendas, os sucos com o gelinho ralado, o sortimento era grande para atrair o interesse dos romeiros em comprar. Lembro bem, que nesta época trabalhava na Lojas Credilar e tinha dificuldade em atravessar todo este emaranhado de pontos de vendas para chegar ao trabalho. A concentração maior ficava próximo à Matriz, com pousadas, ranchos e casas de famílias que acolhiam essas pessoas movidas pela fé, enfrentando muitas dificuldades, mas o importante de tudo isso era pagar a promessa feita no momento de aflição e necessidade. Nas imediações da Capela do Socorro era outro local muito procurado pelos romeiros, devido à instalação das bancas e lojas com artigos religiosos. Procuravam se alojar nas casas residenciais próximas, pela localização de serem bem perto dos locais de suas orações, e já confirmavam sua reservas para a próxima romaria. Com o crescimento da cidade, a propaganda também da romaria aumentou e com isso eles começaram a imigrar para outros locais não tão próximos do Centro, crescendo dessa forma a visita para outras igrejas como o Santuário de São Francisco e ao Santuário do Sagrado Coração de Jesus. A figura do romeiro típico de minha infância já quase não vemos mais. Mudou o perfil. O romeiro atual  freta ônibus ou vem em carros pequenos, caminhão pau de arara quase não se vê mais. As roupas, os chapéus que antes eram fabricados aqui na região, de palha, hoje o que vemos é a infiltração crescente do chapéu moderno, colorido, importado da China. Os romeiros e romeiras entraram na era cibernética, no modernismo da tecnologia. Todos portando celulares e máquinas digitais. O famoso fotógrafo do monóculo ou do postal não existe mais. Esta profissão antes tão requisitada foi extinta de nossa romaria. O que se percebe ainda nos visitantes mais velhos é a satisfação, a alegria e o sentimento de devoção, de agradecimento por pedidos alcançados. Entretanto, nos jovens o que eles buscam em Juazeiro é a viagem, o passeio, a diversão, o entretenimento. Que assim seja! E sejam bem vindos!  




Fé e alegria na fisionomia dos romeiros

     Comentários:

- Como sempre você nos fez mais uma vez fazer uma grande viagem no túnel das nossas lembranças... e que lembranças! Era como se estivéssemos vivendo tudo novamente, a escutar os taróis, bumbos, cornetas e ver o corre-corre das pessoas  para assistir o tão famoso desfile de 07 de setembro, como foi bom! Na elegância e disciplina não tinha ninguém que ganhasse do nosso Mons. Macêdo. Era um orgulho. Que saudades! Hoje, tudo tão diferente, como você mesma já disse. Ainda bem que nos restaram as lembranças. A moçada de hoje nem isso tem para recordar. Ficamos no aguardo de suas novas emoções e surpresas.
Marleide Barbosa, Fortaleza

  
- Parabéns pelo belo artigo,- Que memória prodigiosa da escritora Tereza Neuma! Voltei no tempo e me vi desfilando pelo Colégio Salesiano!
Fernando Maia da Nóbrega, Fortaleza

- Que saudades dos desfiles de nossa época, me emocionei ao ver as fotos e todo o comentário que você relatou tão bem, realmente lembra os mínimos detalhes que nos levam a uma maravilhosa viagem, ao nosso passado. Parabéns e continue nos proporcionando momentos excelentes como esses. Ficarei agora uma de suas blogueiras assíduas e apaixonadas.
Jane Cristina, Juazeiro do Norte

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Um passeio pelo Centro de Apoio aos Romeiros










Na Romaria de Nossa Senhora das Dores a reportagem deste Blog fez uma visita de observação para ver o movimento no Centro de Apoio aos Romeiros e constatou o seguinte. Existem muitos boxes fechados. Mas isso não significa que eles estão sem donos. O problema, segundo nos informou uma vendedora,  é que muitos proprietários preferiram vender em outro local, como o Socorro, por exemplo, onde as vendas foram boas. As duas outras fotos mostram que o movimento na romaria de setembro foi fraco e mesmo sendo proibido muitos vendedores colocaram mercadoria fora do boxe, atrapalhando o trânsito normal dos compradores e visitantes. Se não houver uma fiscalização rigorosa isso vai transformar o local numa bagunça. 

















Esta foto mostra que existe uma grande área interna no Centro que bem poderia ser preenchida por barracas, mas obedecendo a uma organização. É melhor do que ficar esse terrenão exposto ao ar livre aparentemente sem utilidade. 
O movimento no Centro poderia ser maior se a Prefeitura levasse para lá algumas atrações, como, por exemplo, exposição fotográfica, shows com cantotes da terra etc. É bom organizar um plano para execução na prórima romaria.

Equipe técnica do IPHAN analisa em Juazeiro do Norte propostas de tombamentos


DSC05497.JPG   Uma equipe técnica do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) encontra-se desde o início desta semana em Juazeiro do Norte fazendo visitas e conversando com populares e autoridades. São sete pessoas dentre Antropólogos, Historiadores da Arte, Conservadora e Restauradora, sendo três de Fortaleza e os demais de Brasília, incluindo emissário do Departamento de Patrimônio Material do órgão.
      Segundo o Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, a missão técnica está analisando alguns pleitos de tombamentos formulados pelo prefeito Manoel Santana ligados a prédios históricos e bens culturais como as romarias, por exemplo. A Historiadora da Arte, Juliana Souza Lima, explicou que existem questões complexas de olhares diversos que permitem diferentes abordagens. Por isso, a visita da equipe como acrescenta Selmo Norte do IPHAN em Brasília.
      Ele garante que o instituto não quer impor nada de cima para baixo e a sociedade tem que ajudar nas tomadas de decisões. “Viemos ouvir com uma proposta de acordo comum em nome das soluções mais apropriadas”, declarou. Conforme explicou o órgão tem metodologias próprias que possibilitam a preservação do patrimônio e o tombamento é uma delas a exemplo do registro. “Estamos avaliando para encontrar caminhos ouvindo os atores locais”, disse Selmo.
       É a primeira vez que visitam Juazeiro do Norte e, conseqüentemente, conhecem de perto uma romaria a fim de descobrir o porquê de tantas pessoas. Eles querem estabelecer parcerias com a Prefeitura desejosa de ver o registro das romarias pelo seu significado como patrimônio imaterial em aspectos como a benção dos chapéus, despedida dos romeiros, procissão das velas e rituais dos peregrinos. Outra sugestão é a inserção de Juazeiro no pacto das cidades históricas e a criação de um escritório técnico regional do IPHAN para acompanhar e planejar ações.(Texto e foto de Demontier Tenório)


Vendas reduzidas no Mercado dos Romeiros

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OS VENDEDORES estão insatisfeitos com as poucas vendas no Mercado dos Romeiros. A experiência de desocupação das ruas acontece pela 1ª vez numa grande romaria 
ELIZÂNGELA SANTOS
Comerciantes que foram para o Mercado do Romeiros dizem que têm prejuízos na Romaria da Mãe das Dores
Juazeiro do Norte. As mudanças ocasionadas nas ruas desta cidade, com a desocupação dos barraqueiros, já está surtindo efeitos durante a Romaria de Nossa Senhora das Dores. A cidade começa a receber uma quantidade significativa de pessoas para os momentos finais da festa da padroeira da cidade, mas os vendedores transferidos para o Mercado dos Romeiros, inaugurado no primeiro semestre deste ano, têm reclamado dos prejuízos com a transferência das ruas. Com a abertura dos espaços, segundo a Secretaria de Segurança, houve redução no número de assaltos na área de maior aglomeração.É que os romeiros que chegam à cidade estão se adaptando aos novos espaços. Alguns acham que foi muito positivo possibilitar a abertura das ruas para o trânsito fluir melhor, e também dar passagem para os pedestres. Mas a preocupação dos vendedores é de passar a romaria sem ter lucro e até já se preocupam com o pagamento das primeiras parcelas dos boxes, que chega a custar R$ 80,00. A vendedora Maria Vanura Davi da Silva, que há 20 anos comercializava na Rua Dr. Floro, diz que praticamente não tem conseguido comercializar o seu produto. Ela vende roupas, e, até o fim da manhã de ontem, tinha obtido com as vendas apenas R$ 20,00. No ano anterior, ela diz que no mesmo período chegava a torrar por dia de R$ 600 a R$ 800. "Vamos ver nos outros dias, porque fico até preocupada em ter que pagar o ponto", diz ela.O Mercado dos Romeiros foi um dos espaços projetados para a retirada dos vendedores informações de locais como o final da Rua São Pedro e da Rua Padre Cícero, espaços principalmente no entorno da Basílica de Nossa Senhora das Dores. A Praça do Romeiro foi desocupada, ficando destinada para as celebrações. Ontem, se verificava uma fluidez maior no trânsito.Segundo o secretário de Segurança da cidade, Cláudio Luz, também coordenador da comissão permanente das romarias, os resultados têm sido muito positivos. Ele avalia a readequação dos espaços como uma mudança histórica de Juazeiro, possibilitando o crescimento das romarias, já que os espaços estavam muito restritos. Os bares e barracas que ficavam em um terreno após a Praça dos Romeiros também foram realocados no mercado.Outros vendedores, inclusive os que chegaram de outros Estados para comercializar na cidade por este período, foram destinados ao espaço da Praça do Socorro, nas proximidades da Capela do Socorro e do Memorial Padre Cícero. Para Aldeni Raimunda Nonato da Silvam, que comercializa artigos religiosos, a transferência para o mercado tem sido muito preocupante. As vendas caíram 50% e ela aguarda com esperança que os romeiros se acostumem a ir até o local. Ela diz que as pessoas que ainda tentam vender nas ruas acabam prejudicando os vendedores do mercado, por ser uma área ainda distante para os romeiros, que estavam acostumados a sair da igreja e encontrar os produtos na porta.A aposentada Maria Barbosa de Melo veio de Recife e há 17 anos visita Juazeiro do Norte nesta época do ano. Segundo ele, existe o lado positivo com a transferência dos vendedores, abrindo mais as ruas da cidade, mas, por outro lado, ainda achava distante o deslocamento até o mercado para ter que adquirir algum produto.
Positivos. Cláudio Luz enumera os resultados positivos, um deles relacionado ao redesenhar na cidade de uma forma mais organizada, o que não se conseguiu fazer em décadas. Ele destaca a redução de assaltos, principalmente em área de maior incidência, como a Rua São José, de frente ao Museu Padre Cícero. A rua estreita abrigava várias barracas neste período dificultando o fluxo das pessoas. Os assaltos, com a grande aglomeração, se tornavam frequentes.Na manhã de ontem, segundo Luz, não tinha sido registrada nenhuma ocorrência. O reforço dos fiscais nas ruas para impedir que vendedores venham ocupar foi reforçado. Luz destaca o novo plano de reestruturação e reorganização dos espaços. A determinação atinge oito ruas em áreas próximas à Basílica Menor de N. Sra. das Dores e Capela do Socorro.Dentro da programação da romaria, será realizada nesta quarta-feira, às 16 horas, a tradicional procissão dos carros.
MAIS INFORMAÇÕES Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Romarias. Memorial Padre Cícero - JuazeiroTelefone: (88) 3511.4040
Elizângela Santos - Repórter Diário do Nordeste

O impacto e a magia das romarias - Daniel Walker


15 de setembro. Juazeiro do Norte, o chão sagrado dos nordestinos, parece um formigueiro humano. Um mar de romeiros invade a cidade, peregrinando pelas ruas, ajoelhado-se nas igrejas, fazendo compras e dobrando a população nativa. Neste dia Juazeiro parece um mercado persa. Aqui de tudo se vende. Todos disputam a mesma clientela numa verdadeira exploração da fé. Até os políticos se aproveitam. Ao meio-dia, na Basílica de Nossa Senhora das Dores, a Padroeira da cidade e a Mãe Protetora de todos, a multidão se posta com indescritível piedade dentro e fora da igreja para ouvir a palavra de Deus proferida pelo pastor do rebanho que culmina sempre, conforme a tradição criada pelo saudoso vigário Monsenhor Murilo, com a singular bênção dos chapéus, o objeto de palha usada na cabeça do autêntico romeiro nordestino.  O espetáculo é majestoso, único no mundo e só existe aqui. Tem  uma beleza plástica impossível de ser descrito em palavras, pois é feito para ser visto e não descrito. À tardinha, quando o sol se põe, deixando uma penumbra de luz de bronze sobre o céu da Nação Romeira, um cordão humano “se arrastando pelo chão” percorre em procissão conduzindo o carro andor da Padroeira pelas ruas da cidade para voltar ao ponto onde tudo começou – a Basílica, o lar da Padroeira do lugar. Ao passar pela Rua São Pedro, o carro andor estaciona para receber as homenagens do comércio sob o pipocar de fogos de artifício e chuva de pétalas de rosa, uma espécie de preâmbulo do outro show que pouco depois irá acontecer quando a santa chegar de volta ao trono. Aí, todos, na mais completa fé cristã reza as orações finais numa piedosa prece de agradecimento. Tendo a Lua como testemunha, o tão aguardado momento chegou e depois é hora de partir, de voltar para casa, um ritual seguido tanto pelos nativos como pelos romeiros.  
Isto é o impacto da romaria!
16 de setembro. A cidade que até ontem estava apinhada de gente de fora já está de volta ao seu estado normal, assim que os primeiros raios do Sol tingem de ouro o céu de Juazeiro, a terra do Padre Cícero. O lixo que inundava as ruas e praças desapareceu. As barracas montadas para expor mercadorias não existem mais. As igrejas estão abertas de novo para receber a sua clientela habitual. A cidade está sem romeiro e parece triste.
Isto é a magia da romaria!
Só Juazeiro é assim.      

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Prefeitura homenageia romeiros na festa da padroeira com a entrega de placas na despedida dos fiéis











    A Secretária de Turismo e Romaria procedeu a entrega da premiação do II Troféu Mãe das Dores, sendo uma placa de reconhecimento pelos serviços nestes 100 anos de Juazeiro e um kit Centenário. O ato se deu no altar mor da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores durante a cerimônia de benção dos chapéus e despedida dos romeiros.
     Na categoria carro, Geraldo Ângelo dos Santos Júlio, de Campina Grande (PB), recebeu das mãos da Irmã Annette Dumoulin. Já na categoria ônibus, José Firme de Melo, o Michel, de Maceió (AL), recebeu do bispo Dom Fernando Panico, enquanto, na categoria caminhão, Washington da Silva, também de Maceió, recebeu das mãos de Dom Antonio Muniz, Arcebispo da capital alagoana. O titular da SETUR, José Carlos dos Santos, falou em nome do prefeito Manoel Santana.
     Ele lembrou que Juazeiro do Norte cresceu graças a ação do Padre Cícero e a força dos romeiros, sendo o troféu um reconhecimento e a gratidão dos juazeirenses a cada um dos peregrinos. Segundo cálculos da Igreja anunciados pelo bispo, cerca de 320 mil romeiros passaram por Juazeiro. (Fotos e texto de Demontier Tenório)