sábado, 4 de abril de 2020

Administração HUMBERTO BEZERRA - Registros jornalisticos de Daniel Walker - década de 60

Portal de Juazeiro homenageia o prefeito HUMBERTO BEZERRA - com registros jornalísticos de Daniel Walker.

CASAS POPULARES EM JUAZEIRO 


Coquetel  realizado na casa da serra  do Cel Humberto Bezerra  em 1965 



Daniel Walker recebendo o TROFÉU DE MELHOR JORNALISTA do Cel Humberto Bezerra 


Registramos que a publicação desse material, que faz  parte do acervo pessoal do  jornalista Daniel Walker,  foi possível mediante a  pesquisa apurada e carinhosa de sua amada Tereza Neuma  colunista do portal. A você Tereza Neuma nossos sinceros agradecimentos. 

pautiliafe@hotmail.com








sexta-feira, 3 de abril de 2020

Livro: como Eduquei meus filhos - Zeca Marques ( 2ª parte )







fonte: facebook Tereza Neuma Marques 


Visita Virtual a Nossa Senhora no Museu Padre Cicero

Vamos nos dedicar a Orar e Venerar 

Esses dias tem sido longos e ao mesmo tempo convidativos. Esperamos sair dessa fase melhores, fortalecidos nas nossas relações e na nossa fé, pois teremos que arregaçar as mangas para andando e trabalhando juntos construirmos uma vida mais alinhada com as escrituras ... Mais irmanados, mais humildes, mais sintonizados com a natureza...como já nos dizia nosso Padre Cicero nos preceitos ecológicos.

O romeiro quando vem a Juazeiro sempre nos responde : Vim a casa da Minha Mãe .

Uma das viagens que os convido virtualmente a fazer hoje, é visitar a NOSSA MÃE MARIA  com seus diversos nomes. Aqui um rico acervo de imagens de Nossas Senhoras que fica no Museu do Padre Cicero e merece nosso tempo e conhecimento.









Conheci também o acervo lindo de Tereza Neuma Marques devota de Nossa Senhora 
E o seu?

É importante para o nosso crescimento como cristãos entender a diferença entre venerar e adorar

Venerar e adorar são duas formas de culto presentes na vida da Igreja. Embora elas sejam diferentes, muitos católicos fazem uma grande confusão entre as duas.

Adoração é o culto que prestamos exclusivamente a Deus

“Adorar a Deus é reconhecê-Lo como tal, Criador e Salvador, Senhor e Dono de tudo quanto existe, Amor infinito e misericordioso. ‘Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto’ (Lc 4, 8) – diz Jesus, citando o Deuteronômio (Dt 6, 13)” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2096). A adoração é chamada de “culto de latria” (do grego latreou, que significa “adorar”). “Adorar a Deus é reconhecer, com respeito e submissão absoluta, o ‘nada da criatura’” (idem, n. 2097).

Venerar é o culto prestado aos santos e às imagens e relíquias que os representam

Venerar significa honrar; é chamado de “culto de dulia” (do grego douleuo). Também recebe o culto de dulia a Palavra de Deus, ou melhor, os sinais da Palavra de Deus, especialmente a Sagrada Escritura, o evangeliário e o lecionário (esses últimos livros litúrgicos possuem partes da Palavra de Deus contida nas Sagradas Escrituras). Existe também o “culto de hiperdulia”, que é prestado a Nossa Senhora.
A veneração, por sua vez, tem sentido quando se refere a honrar uma pessoa ou um objeto que nos remete a Deus. Claro que, fora do âmbito religioso, existe a prática de venerar e honrar pessoas, lugares entre outros. Porém, a veneração, enquanto culto cristão, não tem outro sentido senão valorizar algo, um sinal que nos remete a Deus e Seu chamado de conversão a nós.
A veneração é um culto, muitas vezes, incompreendido pelos protestantes e evangélicos; e muitas vezes, a falta de conhecimento e formação de alguns fiéis católicos em nada ajuda esses nossos irmãos nesse sentido. Contudo, muitas vezes, mesmo sem o saber, eles também veneram sinais que os remetem a Deus, e nisso fazem confusão maior ainda.
Leia mais em : 
https://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/qual-e-a-diferenca-entre-venerar-e-adorar/

Falece Irmã Dora da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora Conegas de Santo Agostinho

Irmã Dora da  Congregação das irmãs de Nossa Senhora, cônegas de Santo Agostinho.

DORACI ARAUJO , 84 anos, de fé e trabalho, muito conhecida pela dedicação na evangelização e sempre atendendo os irmãos romeiros , ensinando o uso dos medicamentos durante as romarias na sala da pastoral da saúde, utilizando a medicina do povo.  
Que Deus com seu  infinito Amor a receba e  conceda o eterno descanso para os justos.
— em Juazeiro Do Norte Terra Do Padre Cícero.

imagem de Pautilia Ferraz em 01 de fevereiro de 2020

" A Irma Dora fez um intenso trabalho pastoral junto aos pobres no território da Basílica de Nossa Senhora das Dores., com a Pastoral de Saúde , Catequese, , consciência negra, religiosidade na educação. Falo em nome da antiga "favela boca das cobras, na qual ela deu especial atenção indo todos os domingos , no encontro dos amigos do Bom Jesus. Reunia as crianças, fazia a catequese, ensinava as mães a fazer remédios caseiros, orientava, acolhia, ouvia, chorava junto as crianças perdidas para a desnutrição e a muitos jovens levados pelas drogas e falta de perspectivas." 

Rodrigo ainda acrescenta sobre a Irmã Dora :  Incentivava e vivenciava a espiritualidade da Consagração ao Sagrado Coração de Jesus nas Famílias. Mulher de silencio. do sorriso quieto e respostas reflexivas que nos faziam pensar. Um bálsamo na vida dos moradores da favela Boca das Cobras ( hoje extinta ) 

Sou filho de uma lavadeira de roupa a quem irmã Dora catequizou e acolheu assim como a mim. Quando criança, fui convidado para ir ao grupo dos amigos do Bom Jesus, perguntei aos colegas o que a irmã Dora fazia lá. Eles me responderam: "Ela nos trata como gente". Foi a primeira coisa que ouvi sobre ela.. Uma grande verdade! Nada de holofotes, propagandas, etc. Era marcada pela fidelidade , o sorriso  , o "Deus te dê o que você mais precisa " Importava para ela levar o outro a crescer, ter autonomia e se desenvolver. Ela ficava nos bastidores. Ela acreditava nas pessoas. Soube sabiamente construir uma ponte entre a Paróquia Nossa Senhora das Dores e aquela favela. Levou a Paróquia até os pobres. Agora a temos como intercessora no céu. Gratidão irmã Dora." 





O grupo dos Associados da Congregação Nossa Senhora - cônega de Santo Agostinho, nasceu na cidade de Juazeiro do Norte no ano de 1997 frutos da Escola Bíblica ministrada na Paróquia Nossa Senhora das Dores, pelas Irmãs Ana Tereza Guimarães (In memoriam) e Annette Dumoulin.        


Despertados pelo carisma da Congregação de suas formadoras, e seguindo os ensinamentos dos seus fundadores São Pedro Fourier e a bem-aventurada Alix L’Clerc, o movimento tem como missão ser Sal da Terra e Luz do Mundo ( Mt 5,13-14 ) e segue a  proposta da “Igreja em Saída”, desta forma, seus membros atuam em diversas pastorais e movimentos da casa da Mãe das Dores e de outras paróquias da cidade de Juazeiro do Norte. ( fonte:08/12/2017 Por: Aline Salustiano)


imagem NET


imagem: Pautilia Ferraz 

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Juazeiro sempre - Como eduquei meus filhos - José Marques da Silva (Zeca Marques)

Com a permissão da amada Tereza Neuma vamos reproduzir aqui um presente para os leitores do portal . 

"
É a leitura de um livreto escrito por meu sogro Zeca Marques, uma criatura de muita sabedoria, por quem eu tinha uma grande admiração. No seu escrito ele mostrou como instruiu seus filhos para o caminho do bem, da honestidade e da polidez. Para os seus descendentes, ele foi um exemplo e motivo de orgulho. Vejamos a sua forma elegante de conduzir a sua família em uma esmerada educação, apesar de ter cursado somente o 3º ano primário. Serão colocadas diariamente algumas páginas, para despertar à curiosidade de vocês."



 apresentação


como eduquei meus filhos 
                                                        1ª sessão - 1ª palestra





amanhã teremos mais .


fonte: acervo de Daniel Walker e Tereza Neuma Marques


terça-feira, 31 de março de 2020

Publicado no Diário Oficial do Município de Juazeiro do Norte em 30/03/2020 a Homologação do Concurso Público



Neste dia 30 de março de 2020 foi publicado no Diário Oficial do Município de Juazeiro do Norte a Homologação do Concurso Público para Provimento de Vagas dos Cargos de Efetivos e Formação de Cadastro de Reserva. Com isso, conforme a publicação, já deverão ser chamados os aprovados para assumirem cargos efetivos junto à Prefeitura Municipal, que serão convocados conforme as necessidades da administração, para compor os cargos nos setores específicos.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Papa concede a benção 'Urbi et Orbi' e indulgência plenária ( perdão coletivo) por pandemia de coronavírus

Em ato inédito, Papa reza sozinho e
concede perdão coletivo
O Papa Francisco rezou nesta sexta-feira (27) sozinho diante da imensa praça de São Pedro vazia e deu a bênção e a indulgência plenária ao mundo pela pandemia de coronavírus que o assola. Não há registro de gesto semelhante na história do Vaticano.
Uma imagem para a história!
Papa Francisco reza na Praça São Pedro sozinho pelo fim da pandemia.





imagem Vatican News/divulgação 
imagem G1


Foi um ritual inédito, durante o qual ele deu a bênção “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo) a todos os fiéis.
A bênção permite que mais de 1,3 bilhão de católicos obtenham a indulgência plenária, ou seja, o perdão de seus pecados, em um momento tão difícil, com medidas de confinamento que afetam mais de 3 bilhões de pessoas.

Papa reza na Praça São Pedro vazia nesta sexta-feira (27) (Fotos: Divulgação)

‘Um mundo doente’

Na oração, o papa ressaltou a avidez pelo lucro, que fez com que muitos não despertassem face a guerras
e injustiças planetárias. “Não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo”, disse. “Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: ‘Acorda, Senhor!'”, rezou.
Ele também aproveitou para valorizar aqueles que estão se dedicando a cuidar dos doentes.
“É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a própria vida… É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho…”, prosseguiu.
imagens da internet 

Um evento extraordinário

“Se trata de um evento extraordinário presidido pelo papa, em um momento específico, quando o mundo cai de joelhos pela pandemia. Um momento de graça extraordinária que nos dá a oportunidade de viver esse tempo de sofrimento e medo com fé e esperança”, explicou o Vaticano em uma nota.
Desde que a epidemia de coronavírus eclodiu na Europa, o Papa Francisco se pronunciou em várias ocasiões, lembrando em particular dos médicos e enfermeiros, que estão na linha de frente da luta, e pedindo aos padres para acompanhar os doentes e moribundos.
Francisco, que teve que limitar suas ações e agenda para evitar possíveis contágios, se prepara para celebrar a primeira Semana Santa da era moderna, sem fiéis nem procissões.
Na quinta-feira, dois jornais italianos noticiaram que o pontífice teve teste negativo para o coronavírus. O pontífice foi submetido a um teste na quarta-feira (25), após a descoberta no mesmo dia de um caso de contaminação de um religioso que vive na mesma residência há anos, de acordo com os jornais “Messagero” e “Fatto Quotidiano”.

Texto integral da bênção “Urbi et Orbi” de 27 de março

“Ao entardecer…” (Mc 4, 35): assim começa o Evangelho, que ouvimos. Desde há semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares. Revemo-nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados “vamos perecer” (cf. 4, 38), assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos.
Rever-nos nesta narrativa, é fácil; difícil é entender o comportamento de Jesus. Enquanto os discípulos naturalmente se sentem alarmados e desesperados, Ele está na popa, na parte do barco que se afunda primeiro… E que faz? Não obstante a tempestade, dorme tranquilamente, confiado no Pai (é a única vez no Evangelho que vemos Jesus a dormir). Acordam-No; mas, depois de acalmar o vento e as águas, Ele volta-Se para os discípulos em tom de censura: “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” (4, 40).
Procuremos compreender. Em que consiste esta falta de fé dos discípulos, que se contrapõe à confiança de Jesus? Não é que deixaram de crer N’Ele, pois invocam-No; mas vejamos como O invocam: “Mestre, não Te importas que pereçamos?” (4, 38) Não Te importas: pensam que Jesus Se tenha desinteressado deles, não cuide deles. Entre nós, nas nossas famílias, uma das coisas que mais dói é ouvirmos dizer: “Não te importas de mim”. É uma frase que fere e desencadeia turbulência no coração. Terá abalado também Jesus, pois não há ninguém que se importe mais de nós do que Ele. De fato, uma vez invocado, salva os seus discípulos desalentados.
A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade. A tempestade põe a descoberto todos os propósitos de “empacotar” e esquecer o que alimentou a alma dos nossos povos; todas as tentativas de anestesiar com hábitos aparentemente “salvadores”, incapazes de fazer apelo às nossas raízes e evocar a memória dos nossos idosos, privando-nos assim da imunidade necessária para enfrentar as adversidades.
Vatican News/ divulgação

Com a tempestade, caiu a maquiagem dos estereótipos com que mascaramos o nosso “eu” sempre preocupado com a própria imagem; e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela (abençoada) pertença comum a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos.
“Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Nesta tarde, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: “Acorda, Senhor!”
“Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Senhor, lanças-nos um apelo, um apelo à fé. Esta não é tanto acreditar que Tu existes, como sobretudo vir a Ti e fiar-se de Ti. Nesta Quaresma, ressoa o teu apelo urgente: “Convertei-vos…”. “Convertei-Vos a Mim de todo o vosso coração” (Jl 2, 12). Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decisão. Não é o tempo do teu juízo, mas do nosso juízo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a própria vida. É a força operante do Espírito derramada e plasmada em entregas corajosas e generosas. É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: “Que todos sejam um só” (Jo 17, 21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras.
imagem da net 

“Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” O início da fé é reconhecer-se necessitado de salvação. Não somos autossuficientes, sozinhos afundamos: precisamos do Senhor como os antigos navegadores, das estrelas. Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os vença. Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida não morre jamais.
O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor. No meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado. Da sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a reforçar, reconhecer e incentivar a graça que mora em nós. Não apaguemos a mecha que ainda fumega (cf. Is 42, 3), que nunca adoece, e deixemos que reacenda a esperança.
Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade. Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança.
“Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, abençoa o mundo, dá saúde aos corpos e conforto aos corações! Pedes-nos para não ter medo; a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. Mas Tu, Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade. Continua a repetir-nos: “Não tenhais medo!” (Mt 14, 27). E nós, juntamente com Pedro, “confiamos-Te todas as nossas preocupações, porque Tu tens cuidado de nós” (cf. 1 Ped 5, 7).
imagem Vatican News/divulgação 



Fonte: G1
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27/03/2020