segunda-feira, 16 de abril de 2018

Mais três cursos para Faculdade Paraíso

A Faculdade Paraíso do Ceará anuncia a chegada de três novos cursos de graduação, na área da saúde, para a região do Cariri. Agora, juntam-se ao catálogo de cursos da instituição, as graduações em Psicologia, Enfermagem e Nutrição.

Os três cursos serão ofertados no vestibular 2018.2, previsto para acontecer em junho deste ano. Em breve, há uma previsão da vinda de outros cursos nessa área de conhecimento, que serão somados aos 11 já ofertados pela FAP.

Sempre comprometida com a qualidade da formação dos estudantes, a FAP preparou uma estrutura completa para os novos cursos de saúde. Modernos e superequipados, a FAP terá laboratórios para a realização de atividades práticas, além de docentes titulados e com experiência. 

Para o diretor-geral da FAP, o professor João Luís Fiúsa, a região oferece um campo de muitas oportunidades que podem ser exploradas por profissionais dessas áreas.

“O Cariri se consolida com uma forte estrutura e serviços em saúde, o que permite a contribuição da FAP com profissionais qualificados e disponíveis para inserção neste mercado, contribuindo para a riqueza e desenvolvimento de nossa região”, afirma João Luís.

Serviço

• Faculdade Paraíso do Ceará (FAP)
• Rua da Conceição, 1228, Bairro São Miguel, Juazeiro do Norte/CE
• Formas de ingresso: Vestibular tradicional ou agendado (usando a nota do Enem), graduados ou transferidos
• Nossas redes sociais: @faculdadeparaiso no Instagram e Facebook.




terça-feira, 10 de abril de 2018

Centenário do empresário Luiz Pereira e Silva, Lulu


No dia de hoje, se estivesse vivo, completaria 100 anos de vida o Sr. Luiz Pereira e Silva, carinhosamente chamado pela família e os amigos de Lulu.  Homem íntegro, alegre e sonhador, faleceu muito cedo, com apenas 45 anos de idade, mas mesmo nessa curta existência conseguiu dar provas de sua capacidade empresarial, contribuindo para o progresso de Juazeiro do Norte. Homem de uma visão futurística para à época, tornou-se um grande empreendedor, quando fundou a Lojas Credilar, a primeira loja no ramo de eletrodomésticos a vender pelo sistema de crediário nesta cidade. Ele aumentou rapidamente as vendas da sua loja, usando uma técnica de marketing sui generis. Se o cliente mostrava interesse real em adquirir o eletrodoméstico, mas vacilava na decisão, ele sem que a pessoa soubesse mandava deixar o produto na residência do futuro comprador, e quando este começava a usar o aparelho ficava encantado com a novidade e, então, voltava à loja para discutir as condições de compra pelo crediário mais acessível.  Invariavelmente dava certo. Antes de fundar a Lojas Credilar seu Lulu foi proprietário de uma mercearia, cujo nome era A Confiança,  e também teve uma passagem pelo ramo da ourivesaria. Do seu casamento com a senhorita Zeneida Macedo nasceu uma prole de seis filhos, sendo três homens (Antônio Luiz, farmacêutico bioquímico, Aldo Marcozzi, engenheiro mecânico, Paulo Airton, engenheiro agrônomo) e três mulheres (Tereza Neuma, pedagoga, Regina Celi, bióloga e Analuce, bióloga. Juazeiro foi grato ao Sr. Luiz Pereira e Silva homenageando-o com uma rua localizada no Bairro São José. 

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Juazeiro do Norte vai ganhar Museu do Trem; Inauguração deve ser em novembro

Mais um equipamento chega para aumentar a trilha cultural de Juazeiro do Norte, no Cariri, a 491 km de Fortaleza. Vem aí o novo Museu do Trem!
O projeto já está em planejamento, e vai funcionar no antigo prédio da Rffsa, prédio de grande valor histórico, construído em 1926, na Praça dos Franciscanos, perto da atual estação do VLT. A inauguração deve ser em novembro.

Para o Secretário de Cultura de Juazeiro do Norte, Renato Fernandes, o equipamento é uma maneira de seguir cultivando a história e as tradições da cidade, já que o desenvolvimento do município também se deu pelos trilhos.

“O que a gente determinou pra estação ferroviária, é fazer o resgate, a preservação e a multiplicação da memória. E muito mais do que fazer o museu só da linha férrea, só da estação de trem, o nosso projeto contempla todo o estado. A gente quer que o visitante mergulhe na história da linha férrea do Ceará e na história dessas estações”.

Além de abrigar o museu, o local também vai funcionar um Centro Cultural. Apresentações artísticas estão no roteiro.

“A gente está em contato com o pessoal do Metrofor. O Metrofor detém todos os vagões de passageiros no Ceará, solicitamos a doação de alguns vagões. Também estamos em contato com a Transnordestina e solicitamos a doação de uma locomotiva. Mais do que ter só o museu, a gente quer criar uma ambientação em torno da estação”, disse o secretário.

O equipamento deve ser inaugurado em novembro de 2018. O prédio histórico que vai abrir o Museu do Trem passa por avaliação técnica e de reforma. O intuito é manter os aspectos originais da arquitetura.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Dona Zuíla Morais homenageada pela AFAJ

Em solenidade realizada em Fortaleza, no dia 24 de março passado, a AFAJ-Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte homenageou a professora Maria Zuíla e Silva Morais im memoriam com a comenda Memórias de Juazeiro. Transcrevemos abaixo  o discurso de saudação proferido no evento.

MARIA ZUILA E SILVA MORAIS
Maria Zuila Saraiva e Silva foi assim registrada no rito cartorial e segundo as bênçãos da Igreja. Ela nasceu na cidade de Juazeiro do Norte, em 24 de junho de 1921. Era a primogênita dentre os filhos do casal José Pereira e Silva (o Zeca, de “Seu” Marcolino, vindo das Alagoas) e Otília Saraiva e Silva, de profundo tronco e de genealogia caririense. Zuila formaria família numerosa com os irmãos: Zaila, Neusa, Juraci, Zeneida, Audísio, Zuleide e Luiz, estendida na contemporaneidade a muitos filhos, netos, bisnetos e trinetos. 

Maria Zuila fez seus estudos, inicialmente, numa escola particular sob a direção de Dona Adelaide Mendonça, onde foi alfabetizada, em 1930. Ingressou no Grupo Escolar Padre Cícero, sob a direção de Amália Xavier de Oliveira, onde cursou todo o primário da primeira à quarta série (de 1931 a 1934). Transferiu-se para a Escola Normal Rural, ali cumprindo os dois anos complementares ao segundo grau, entre 1935 e 1936, para sequenciar com o ingresso no Curso Normal Rural, em três anos, de 1937 a 1939. 

Desnecessário é afirmar o prazeroso sentimento da família com essa vinculação de Zuila, na sua formação profissional, mercê da atitude altruística de ter investido, anos antes, para a constituição da mantenedora da nova escola, na figura do Instituto Educacional de Juazeiro do Norte. Zeca, um dos acionistas, o fizera ao lado dos nomes mais expressivos na citadina plêiade valorosa, onde formaram: Pe. Cícero Romão Baptista, Plácido Aderaldo Castelo, Jacinto Botelho de Sousa, Dr. Manoel Belém de Figueiredo, Dr. Mozart Cardoso de Alencar, Dr. Juvêncio Joaquim de Santana, José Geraldo da Cruz, José Pedro da Silva, José Bezerra de Melo, José Bezerra de Menezes, José Hermínio Amorim, Dirceu Inácio de Figueiredo, Antonio Gonçalves Pita, Francisco Neri da Costa Morato, Dorotheu Sobreira da Cruz, José Francisco da Graça, Amália Xavier de Oliveira, Tarcila Estácio da Cruz, Marieta Estácio da Cruz, Elza de Figueiredo Alencar, Nair de Figueiredo Rocha e Adília Sobreira de Oliveira, esta última, bisavó do atual governador do Estado do Ceará. 

No dia 19 de novembro de 1939, Zuila se tornou professora ruralista em cerimônia acontecida no Auditorium da Escola Normal Rural, sendo participante de uma turma de 23 professores ruralistas, em sessão solene presidida pelo Dr. Plácido Aderaldo Castelo, representante do governador do Estado, Dr. Menezes Pimentel, o paraninfo. Foram eles: Alzira Pereira Menezes, Ceci Américo Bezerra, Elias Rodrigues Sobral, Grasiela Aderaldo Castelo, Honorina Gomes de Sá, Idelvisse Belém de Figueiredo, Iracema Gonçalves Magalhães, Margarida Ozir Moreira, Maria de Lourdes Garcia, Maria do Carmo Ribeiro, Maria Geni Machado, Maria Glafira Moreira Landim, Maria Gondim Lóssio, Maria Izete Bezerra, Maria Maura Leitão Melo, Maria Rodrigues Sobral, Maria Stela Ribeiro, Maria Zuila Saraiva e Silva, Nicéia Campos Dias, Querubina Mendonça, Raimunda Gonçalves da Cruz, Raimunda Rodrigues de França e Tarcila Moreno Dias.

No ano seguinte, com dezenove anos incompletos, Zuila contraiu núpcias com Alberto Bezerra de Moraes em 21.07.1940. Ele era um desses nomeados filhos da Serra de São Pedro que a partir dos seus 30 anos de idade, e por toda a vida deu tudo do seu melhor para enfrentar empreendimentos comerciais que viabilizassem, com sucesso, a família que constitui ao lado de “Zuzu”. Alberto Morais se tornou uma legenda no comércio do Cariri, especialmente com o seu Armazém São Pedro. Entre os anos 40 e 50, Zuila e Alberto viveram a primeira fase da grande alegria com a família que constituíram: cinco “Marias” (Otília, Célia, Márcia, Sílvia e Angela) e um “José” (José Carlos). Estenderam esse bem estar à sua convivência em sociedade, abrindo sua casa, o endereço tradicional das Malvas, como aconchego de famílias e da juventude dourada, especialmente nos anos 50 e 60.

Em 1952, Zuila Morais fundou e passou a dirigir o Instituto Domingos Sávio. De outras iniciativas devemos mencionar: a fundação e a direção da Escola Parque Dr. Joaquim de Figueiredo Correia, em 1963, que era mais conhecida como Escola de Artes Industriais; a fundação e a direção do Instituto Psico-Pedagógico Eunice Damasceno, em 1967; a fundação e a direção da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais, APAE, em 1968, por cujo trabalho será eternamente lembrada; e também, pela direção do Centro de Reabilitação do Cariri “Luis Moraes Correia”, em 1980. 

Da lembrança de tantas ações meritórias de Zuila Moraes, não pode deixar de ser lembrada a existência do Clube de Mães, que funcionou anexo ao Instituto Maria Gorete, precursor do Domingos Sávio. Ali as futuras mamães recebiam acolhimento e eram capacitadas para habilitações domésticas de costura e bordado, voltadas para a confecção de roupinhas de bebês, ao tempo em que eram assistidas com noções de puericultura, especialmente sobre saúde, higiene e cuidados especiais com os filhos.

O Instituto Maria Gorete foi também importante como ponto de cultura dos adolescentes entre o final dos anos 50 e início dos anos 60, quando Zuila reunia a juventude para oferecer-lhe espaço acolhedor de convivência, clube de leitura e jogos educativos, na sua sede da Rua Pe. Cícero. Era como chamávamos o Clube do Sesinho, nome emprestado de um dos maiores sucessos editorial de revista infantil no Brasil, entre 1947 e 1960. Dona Zuila assinava esta revista com muitos exemplares e disponibilizava na sala de leitura. Também fomentava a assinatura, pois era uma publicação de grande expressão educacional, a partir de um elenco notável de personagens que formavam uma turma muito admirada (Sesinho, Bocão, Nina, Ruivo, etc.). O Clube do Sesinho se reunia três vezes por semana, entre 19 e 21 horas. A fórmula era simples e muito atraente: proporcionava leitura por uma hora, e a seguir tínhamos direito a escolher um dentre diversos jogos educativos.

O Clube do Sesinho inspirou a criação da equipe de futebol de salão, com o mesmo nome – Sesinho, que se tornou grande motivação e incentivo no esporte local, levando enorme legião de torcedores, admiradores de grande exaltação para as quadras do Cariri, onde as disputas aconteciam e onde a equipe conquistava grande animação. Eram desses momentos craques inesquecíveis, como Ivan e Idelvan Fernandes Magalhães, de Gilson Sobreira de Melo, de João Bosco Silva Cavalcante, de Hernandes Bezerra de Souza, e de “Vabolinha” Ribeiro Dantas. É para lembrar ainda a alegria de Zuila Morais, vestindo faixa de campeã do torneio regional, ao lado de toda a equipe, em 1961. 

Zuila participou de inúmeros eventos relacionados às instituições que criou e dirigiu, destacando-se nos congressos de APAEs, no Encontro Interamericano de Proteção ao Pré-Escolar, no Rio de Janeiro, em 1968; no IV Encontro Interestadual da Federação Nacional das APAEs do Nordeste, acontecimento este que ela sediou em Juazeiro do Norte, em 1974, e outros mais. Foi domadora-fundadora do Lions Clube de Juazeiro do Norte, em 1956; e neste mesmo ano fundou o Instituto Brasil-Estados Unidos, bem como o primeiro curso de língua inglesa na cidade de Juazeiro do Norte, em 1959. 

Foi fundadora e Conselheira do Movimento Bandeirante em Juazeiro do Norte, a partir de 1959, no mesmo ano em que fundou e dirigiu o Ginásio Menezes Pimentel, mantido pelo Instituto Domingos Sávio, que abrigou o então primeiro curso científico da cidade. Zuila Moraes criou também o primeiro curso de Classes Especiais, com denominação de Lar-Escola Helena Antipoff, anexo ao Instituto Domingos Sávio, em 1970. Essa escola, pioneira em pedagogia moderna (educação especial) contou com uma clinica (Clínica Leão Sampaio), para atendimentos psicoemocionais, dispondo de médicos (pediatras, neurologistas, psiquiatras) além de assistentes sociais, psicólogas, orientadoras educacionais especializadas, e técnicos em educação física. Os trabalhos eram exercidos por pessoal cujas especializações eram bem cuidadas em estabelecimentos de formação de largo conceito em grandes centros de educação especial do país.

Toda esta vida dedicada à sua comunidade foi o fruto primordial de um desejo incomum que nasceu nela e que contou com o apoio imprescindível de seu marido, Alberto Morais, e dos filhos que geraram para o mundo. Depois de cinco lindas filhas, saudáveis, de “marcolina” beleza, veio José Carlos, acometido de Síndrome de Down. Nasceu com ele o grande desafio de Zuila, de Alberto e de sua família, a inspiração e a força, não só para superar o desígnio, mas para gerar todos os impulsos que os levaram juntos a realizar o que foi possível e o quase impossível na direção da promoção humana, a que tanto se dedicaram. Por mais de 68 anos de idade, José Carlos foi a testemunha viva, silenciosa e admirada por esse exemplo coletivo de superação. O grande, o imenso troféu da vida de Maria Zuila e Silva Moraes e sua família.

Vários anos ausente da convivência social a que tanto se esforçou e manteve, Dona Zuila Morais, mercê de seu delicado estado de saúde, recolheu-se ao afeto de suas filhas, e de sua família, enquanto já era, em vida, perpetuada em meio ao largo círculo de amizade da comunidade do Cariri, pelo valor flagrante do conjunto de sua obra educacional, familiar e social.

Com o falecimento de Dona Maria Zuila e Silva Morais, ocorrido em 22.05.2013 aos 92 anos de idade, o setor educacional de Juazeiro do Norte se despediu de uma das suas mais importantes educadoras. Seu corpo foi pranteado e velado com grande tristeza, em meio às celebrações religiosas do seu sepultamento em cemitério de Juazeiro do Norte. A municipalidade juazeirense prestou-lhe uma homenagem, nomeando uma escola municipal, Escola Municipal de Educação Infantil Zuila Morais, no Bairro da Vila Três Marias.

Neste mês de março, e há poucos dias, celebramos o Dia Internacional da Síndrome de Down, como anualmente, em 21 de março, como forma de lembrar as pessoas sobre a importância da luta pelos direitos igualitários, o seu bem-estar e a inclusão das pessoas com Down na sociedade. Tonou-se indiscutível, também conosco em Juazeiro do Norte, que toda essa luta, de há muito, tem a fisionomia de Zuila. A Zuila, de Zeca de Marcolino, A Zuila de Alberto Morais, a Zuila dessas meninas “marcolinas”, a não esquecer as saudades de Márcia. Mas, principalmente, a lembrar a longa existência de José Carlos por quase sete décadas, falecido no ano passado, um grande exemplo de resistência, um dos mais longevos em nosso pais, no âmago dessa luta, como a nos confortar o que por anos se fez, destemidas, de Eunice Barroso Damasceno, para todo o Ceará e Maria Zuila e Silva Morais, a não menos que isso. 

Por todos estes modestos apontamentos sobre vidas tão ilustradas, reconhecemos no gesto presente, esse “antes tarde do que nunca”, na decisão de nosso colegiado que procura resgatar para os de hoje e os pósteros, a lembrança perpétua de uma grande batalhadora da educação e da sociedade regional – Maria Zuila e Silva Morais, uma civilizadora na construção do desenvolvimento do nosso querido Vale do Cariri. 

(Elaborado por Renato Casimiro, em 23.03.2018)

terça-feira, 27 de março de 2018

José Matias Junior recebe homenagem da AFAJ im memoriam

Em solenidade realizada em Fortaleza, no dia 24 de março passado, a AFAJ-Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte homenageou o professor o empresário José Matias Junior coma a outorga im memoriam da comenda Memórias de Juazeiro, a qual foi outorgada também à professora Maria Zuíla e Silva Morais e o professor José Nery Rocha.. Abaixo transcrevemos o discurso de saudação proferido no evento.

JOSÉ MATIAS JÚNIOR
José Matias Júnior nasceu no dia 08 de novembro de 1924, na cidade de Brejo Santo (CE). Era filho do Sr. Manoel Matias e da Sra. Antônia Feijó de Medeiros. Dotado de forte dom comercial, herdado do pai, iniciou suas atividades profissionais aos 13 anos de idade, apenas.
Uniu-se pelos laços matrimoniais, aos 06 dias do mês de outubro de 1946, a Maria Donina de Lucena, constituindo a prole de 08 filhos: Maria do Socorro, Francisca Ione, Maria Simone, Manoel Elmano, Maria de Fátima, Maria do Carmo, Maria Auxiliadora e Maria Aparecida, perfazendo uma árvore genealógica substancial e admirável, totalizando 23 netos e 18 bisnetos. 
Ao fluir de sua visão progressista de empreendedor nato, tornou-se proprietário de um comércio de miudezas, uma sapataria e uma fábrica de bebidas (Guaraná Shopinho), produto distribuído regionalmente. Todavia, Brejo Santo, berço da família, à época ainda era pequena para expansão de seus negócios, embora estes se desenvolvessem com notável avanço.
Porém, os filhos cresciam e ele sentiu a necessidade de procurar um meio mais desenvolvido para educá-los e com perspectiva de sucesso em suas atividades comerciais. Assim é que, observando as condições das localidades da Região para saber onde teria melhores oportunidades para a realização de suas reais pretensões, optou por Juazeiro do Norte (CE), que contava com bons colégios para moças e rapazes e já começava a dar sinais de breve prosperidade... Um homem inteligente sabe fazer prospecções... E a história de terra de Padre Cícero, com romarias crescentes e muitas oficinas, destacando-se as ourivesarias, várias lojas de tecidos, um artesanato em vias de aperfeiçoamento, literatura de cordel e outros empreendimentos menos lucrativas, mas variados, em marcha, lhe pareceu ideal. Um mercado público apinhado de armarinhos, e comerciantes do mercado começando a estabelecer-se no quarteirão progresso da Cidade, não lhe deixaram dúvidas quanto à escolha que estava por fazer.
Por tantos motivos alvissareiros, seu Dedé, como era conhecido, mudou-se com a família, para a nossa Cidade, já com um filho e quatro filhas, tendo as três mais novas nascido em Juazeiro. Isso ocorreu no ano de 1955. 
Primeiro, o Sr. José Matias se estabeleceu na Rua de São Pedro, esquina com a da Conceição, com uma loja de porte: Casa das Máquinas, bem sortida de máquinas de costura da marca Merck Suisse, aberta até nas manhãs de domingos para expor os produtos de qualidade e tornar conhecido da população o novo comerciante recém-chegado. Estratégia de quem tem tino comercial...
Em 1969, ampliou os negócios, passando a atuar também no ramo de confecções, instalando-se, dessa vez, na Rua de Santa Luzia, com a Distribuidora Paulista. Continuou prosperando e precisou de um prédio maior para a sua Distribuidora. Tempos atrás, havia funcionado uma grande loja, Armazém Rio São Paulo, de um senhor muito conhecido em Juazeiro, chamado José Raimundo, então residente em São Paulo. Seu Dedé foi atrás do dono do citado prédio, na Capital Bandeirante, que pediu uma fortuna pelo ponto. Mas, com ousadia e coragem, ele acabou convencendo o proprietário a aceitar sua proposta e, embora com sacrifício, nosso homenageado conseguiu fechar e honrar o negócio. Foi então que, em sociedade com o filho Elmano, abriu uma casa vistosa e bastante sortida, onde tiveram ainda melhores oportunidades de negócios. Ao mesmo tempo, instala uma casa de miudezas na Rua Alencar Peixoto, antiga Rua São João, em sociedade com seu irmão Antônio Feijó.
Incansável empreendedor, participou também do surto industrializante do Cariri, programado por Moris Azimov, da Aliança para o Progresso, como fundador da Eletromáquinas. Conquistou rapidamente o respeito e a admiração da sociedade juazeirense, o que lhe deu ensejo de ser sócio fundador do Rotary Club local, do qual foi também presidente. Membro da Associação Comercial de Juazeiro do Norte, pertenceu ao quadro social do Clube de Diretores Lojistas, figurando entre os seus sócios-fundadores; membro cooperador da campanha pela fundação da CELCA (Companhia de Eletricidade do Cariri, sucedida pela COELCE (Companhia de Eletrificação do Ceará, hoje ANEL; membro fundador da COTEJUNO (Companhia Telefônica de Juazeiro do Norte, sucedida pela TELECEARÁ; sócio proprietário do Clube dos Doze, do qual foi presidente; membro do Sindicato do Comércio Atacadista de Juazeiro do Norte, o qual também teve a honra de presidir; Juiz Classista Substituto, representando as classes sindical e patronal do comércio de atacadistas de Juazeiro do Norte, perante a Junta de Conciliação e Julgamento, sediada em Crato (CE), órgão da Justiça do Trabalho, de 1979 a 1997, consagrando-se um brilhante conciliador em sua trajetória judiciária.
Na vida política, foi um dos fundadores do antigo MDB (Movimento Democrático Brasileiro), tendo concorrido à eleição de Prefeito Municipal de Juazeiro do Norte em 1964, na intenção de manter a integridade partidária, ameaçada pelos acordos do partido dominante, a malfadada ARENA. Foi eleito vereador à Câmara Municipal , na legislatura de 1973 a 1977, demonstrando zelo pela coisa pública e encetando ações voltadas para o bem-estar social.
Ressaltando a relevante posição galgada por Dedé Matias em Juazeiro do Norte, registre-se que ele fez jus ao título de cidadão juazeirense, como ficou concretamente demonstrado, o tendo recebido, talvez tardiamente, por iniciativa do vereador e poeta Pedro Bandeira de Caldas, propositor da mais que merecida honraria.
Em se tratando da vida familiar do casal, constatamos que, com muito amor, dedicação é carinho, o par perfeito que foi seu Dedé e D. Maria, proporcionou a sua prole um futuro feliz e promissor, motivo por que todos eles lhes dedicam também um imenso amor e uma incomensurável e eterna saudade; mas, firmes no propósito de dar continuidade às realizações desse bravo lutador, seus filhos, netos e bisnetos hão de honrar a tradição de uma grande família sem jaça.
Em razão do exposto, a Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte (AFAJ) sente-se honrada em homenagear com a medalha “Memórias de Juazeiro”, o cidadão digno e probo que se chamou José Matias Júnior, um exemplo de homem de brio e empreendedor, que lutou desinteressadamente pelo progresso da bendita Cidade de Juazeiro do Norte.
Fortaleza (CE), 24 de março de 2018, dia em que se comemoram os 174 anos do nascimento de nosso Patrono, o Padre Cícero Romão Batista.   


 

segunda-feira, 26 de março de 2018

Apontamentos para a História de Juazeiro







Professor José Nery Rocha homenageado com a comenda Memórias de Juazeiro

Em solenidade realizada em Fortaleza, no dia 24 de março passado, a AFAJ-Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte homenageou o professor José Nery Rocha coma a outorga im memoriam da comenda Memórias de Juazeiro, a qual foi outorgada também à professora Maria Zuíla e Silva Morais e o empresário José Matias Junior. Abaixo transcrevemos o discurso de saudação proferido no evento pelo presidente da AFAJ, Dr. Francisco Neri Filho
Discurso de saudação 
José Nery Rocha nasceu em Joaseiro, então distrito de Crato (CE), no dia 21 de março de 1903. Era filho de Francisco Nery da Costa Morato e de Júlia Rocha Nery. Foi alfabetizado no próprio torrão natal e terminou o curso primário no Colégio Diocesano de Crato. Em 1919, veio continuar os estudos em Fortaleza, no Colégio Cearense. Daí transferiu-se para o Colégio Castelo, onde se preparou para ingressar no Liceu do Ceará, tendo sido aprovado num exame rigoroso para lograr admissão ao mais renomado estabelecimento de ensino da capital cearense. Após três anos como aluno do Liceu, concluiu o curso equivalente ao antigo científico, saindo apto a submeter-se a novo exame para curso de nível superior. Foi a Salvador (BA), fazer o vestibular de medicina. Esperava passar no exame, em virtude de haver sido bom aluno no Liceu Cearense, um colégio de escol cujos ex-alunos costumavam ser bem sucedidos nos certames da espécie. Aconteceu, porém, que, ao tomar lugar na carteira em que deveria fazer uma das provas, encontrou uma cola, deixada ali por pessoa desconhecida. Um fiscal da faculdade o flagrou olhando com estranheza o papel e duvidou de sua palavra, de que nada tinha a ver com aquilo. Revoltado, levantou-se e se retirou da sala. Desistiu, então, do vestibular e resolveu regressar a Juazeiro do Norte – como sabemos, já emancipada político-administrativamente – e aí permaneceu por toda a vida. Sua principal atividade profissional foi a de produtor rural (agropecuarista), dado que a família possuía largas extensões de terras agricultáveis e adequadas ao plantio de algodão (ouro branco), cana-de-açúcar, arroz, milho, feijão, bem como à criação de gado vacum, equino e de outras raças, o que lhe permitiu auferir rendas suficientes para manter-se razoavelmente bem.
Em 1933, desposou a jovem Doralice Sobreira de Figueiredo, filha do Cel. Dirceu Inácio de Figueiredo e da Senhora Adelina Sobreira de Figueiredo, a qual passou a chamar-se Doralice Sobreira Rocha. Do casal nasceram cinco filhos: Júlia, José Carlos (falecido), Célia Maria, Frederico Carlos e Adelina Maria. Hoje a descendência de José Nery e Doralice foi acrescida de 13 netos e netas, 22 bisnetos e 02 tataranetos.
A par das atividades rurais, nosso homenageado ingressou no quadro social do Instituto Educacional de Juazeiro do Norte e passou a exercer o magistério na Escola Normal Rural, como titular da cadeira de Agricultura e Indústrias Rurais, habilitado em curso promovido pelo Governo Estadual e ministrado nesta capital. É escusado dizer que Zé Nery orgulhava-se muito de pertencer ao quadro docente daquela que foi a primeira escola normal rural do Brasil, destinada a formar professoras ruralistas – e logo da cadeira que considerava mais importante, haja vista que, imbuído dos ideais ruralistas, os quais incluem a extensão rural, teve a preciosa oportunidade de repassar às alunas os conhecimentos técnicos e práticos da referida matéria. 
Embora parecesse autoritário – pelo porte acima de mediano e a voz bastante grave, visto costumeiramente pilotando sua motocicleta Harley Davidson de 750 cilindradas, em cujo para-lama dianteiro estampava a inscrição: Blue bird (pássaro azul) – era dócil e dispensava às alunas um tratamento amável, até admitindo brincadeiras por parte daquelas menos inibidas, como uma chamada Teresinha Coelho, concludente de 1956. Essa jovem, ao saber que o Prof. José Nery se aproximava da sala-de-aula (identificava-o de longe, pelo chapéu), fechava a porta para que ele não pudesse entrar. Ele simplesmente dizia: Teresa, abra esta porta! Ela logo a abria e ele entrava sorridente.  Ela então perguntava: Zé, Zé, de onde tu vem?... Isso se repetia vezes sem conta, mas ele nunca levou o caso a sério nem ao conhecimento da austera diretora, Profa. Amália Xavier de Oliveira, que certamente aplicaria uma forte reprimenda à aluna brincalhona. (Testemunho de Ivone Feitosa Teles, colega de turma de Teresinha Coelho). 
Outra característica importante do conhecido Professor Zé Nery era o acendrado amor à terra natal, conforme afirma sua filha caçula Adelina.  Eleito vereador à Câmara Municipal para a legislatura de 1963/1966, exerceu o mandato com muita dignidade, impedido de praticar o famigerado jogo-de-cintura da maioria dos políticos brasileiros, por ser de uma honestidade a toda prova. Assim é que teve o desprazer (ou mesmo o prazer) de ouvir de um dos mais destacados nomes da política local: Zé Nery, nós gostamos muito de você e reconhecemos o seu valor intelectual, mas o amigo não serve para a política, por ser honesto demais. (Se não exatamente nessas palavras, na essência lhe foi dito isso mesmo)...
Dario Maia Coimbra (Darim), em seu livro “Os Construtores de Juazeiro”, lançado em 1.999, conta interessantes passagens referentes à pessoa de José Nery, como a que se segue: “Não era professor apenas rural. Era dotado de conhecimento em qualquer assunto. Um madrugador contumaz. Muitas noites, ao lado de Dr. Edvard Teixeira Férrer, Dr. Perboyre  Sampaio e às vezes Dr. Francisco Augusto Tavares (Dr. Ney), postava-se no antigo coreto da Praça Padre Cícero falando sobre os mais variados assuntos, todos de grande alcance técnico, geográfico, de história geral, hecatombes com destaque para as guerras de Napoleão e a 1ª Mundial. A conversa de tão seleto número de entendidos, poderia servir de aulas para estudantes de qualquer nível.” E, em outra passagem, Darim afirma: “Nas horas noturnas gostava do joguinho de baralho.............. ao ponto de amanhecer o dia em roda de amigos....... Predominava o pife-pafe. Dizem que chegava até a emprestar dinheiro aos parceiros, contanto que o jogo não terminasse. “ Além do mais, Zé Nery prestou serviços inestimáveis à comunidade, como um dos mais conhecido e dedicado comissário de menores.  
Há muitos fatos, até com ares folclóricos, registrados em “Juazeiro Anedótico”, de Raimundo Araújo, lançado em 1984 (1ª edição) e relançado em 2002, pelas oficinas gráficas da ABC Editora, envolvendo a figura do juazeirense autêntico que foi o Prof. José Nery Rocha. Um dos quais, considerando que Zé Nery era um tanto versado em física e matemática, conta do dia em que por pouco não atropelou um garoto na Av. Dr. Floro. Ele vinha das Malvas, em sua potente motocicleta, onde tinha um engenho de rapadura puxado a motor e uma cerâmica, quando precisou fazer uma manobra brusca para não consumar o atropelamento – já que até a pé costumava andar muito ligeiro. Ato contínuo, desceu da moto irritado com o vexame que passara e reclamou do menino em voz alta, para que todo mundo ouvisse, afirmando peremptório,  que, se não houvesse feito um ângulo de 90º, poderia tê-lo matado...  Há outro caso, no livro, de um encontro de Zé Nery com Dr. Perboyre Sampaio alta madrugada. O doutor apontou para o céu, chamando a atenção do interlocutor para o surgimento do Sol. Mas Zé Nery passou a discutir que ainda não era o Sol, era a Lua. Desculpando-se reverencialmente, bem ao seu estilo, Dr. Perboyre se despediu, mas Zé Nery, inconformado, protestou: “Tá cedo, Perboyre, ou homem pressuroso!”...
Ao final dos anos cinquenta ou sessenta do século passado, Zé Nery adquiriu, em S. Paulo, máquinas para montar a sua cerâmica, acima referida. Os engenheiros da empresa revendedora demoraram mais do que o esperado para virem a Juazeiro montar a engrenagem. Zé Nery se impacientou e elaborou, ele próprio, o plano de montagem. Quando os dois técnicos chegaram e ele se adiantou em lhes apresentar, com gráficos, como havia concebido a tarefa em perspectiva, os homens lhe perguntaram em que faculdade Zé Nery havia feito engenharia. Ao saberem que o proprietário da cerâmica não era engenheiro, ficaram por demais admirados... E o que fizeram? Anotaram de imediato a forma ou a fórmula projetada por Zé Nery, para exame futuro.
Pouca coisa que se diz a respeito de Zé Nery, porém, comprova a autenticidade de sua personalidade ímpar como o fato que passamos a narrar. Em 1.900 uma menina de 11 anos, filha de romeiro pernambucano, foi abandonada na rua principal de Juazeiro, na calçada da residência do Sr. José Xavier de Oliveira, pai da educadora emérita Amália Xavier de Oliveira. O romeiro deixou-a esperando-o ali, adentrou na Igreja pela Rua Grande, saiu pela, hoje, Izabel da Luz e sumiu para só reaparecer anos depois. Em vista da grande demora do pai, a pequena começou a chorar convulsivamente. Avisaram então ao Sr. José Xavier que havia uma garota desolada, chorando em frente à sua casa. Ao inteirar-se do fato, por ela mesma contado, seu Zé Xavier mandou um emissário leva-la à presença do Padre Cícero, para que o Patriarca resolvesse que providência dever-se-ia adotar. Este, aproveitando o mesmo emissário, mandou que ele fosse entregar a menina a Júlia Rocha, nas Malvas, e que Júlia ficasse com ela até que decidisse o destino que lhe seria dado. Mas a pequena foi ficando na casa de Nery e Júlia, até que, quando já contava 14 anos, em 1.903, nasceu José Nery. A romeirinha pernambucana logo assumiu a condição de babá de nosso homenageado, que passou a chamá-la também de mãe. Maria do Carmo – nome batismal da jovenzinha –   continuou a morar com os pais de Zé Nery, mesmo após ele haver-se casado. Mas ela tinha um problema mental que aos poucos foi se agravando. Seu apelido era Bai. Bai sofria de sucessivas crises de loucura e, quando atacada, incomodava a muita gente com quem cruzava na rua, descompondo pessoas de qualquer classe social. Ao tomar conhecimento dessas ocorrências, Zé Nery ia até onde a pobre mulher se encontrasse e simplesmente dizia: mãe, vá para casa! Ela normalmente obedecia... Assim é que Zé Nery, já órfão de mãe, nem um pouco se incomodava que o povo, ao vê-la desvairada, rua acima, rua abaixo, expressando sua loucura, dissesse que aquela era a mãe do Prof. José Nery. Essa é a prova maior do caráter de um cidadão senhor de si, consciente da própria hombridade, lhaneza de caráter e do valor intrínseco de sua sensibilidade  moral.
 Com essas palavras, a AFAJ se diz orgulhosa e contente ao outorgar a comenda Memórias de Juazeiro a mais um cidadão de bem da terra de Padre Cícero, nosso Patrono, exatamente no dia de seu aniversário natalício.
Fortaleza (CE), 24 de maço de 2018.
Francisco Neri Filho
      Presidente

sexta-feira, 23 de março de 2018

Projeto Rivera lança segundo álbum da carreira e fará apresentação em Juazeiro


Após o sucesso do primeiro álbum “Eu Vim Te Trazer o Sol” e de levar o show e mais de 72 cidades e festivais como Rock in Rio a banda cearense marca o início do ano com o lançamento de novo disco, "Eu Vejo Você", e se afirma como grande destaque no cenário nacional.
Permeado por empatia, amor e respeito ao próximo, a banda cearense Projeto Rivera começa o ano de 2018 com o lançamento do seu segundo CD nas principais plataformas digitais como o Youtube, Spotify e Deezer. O novo álbum intitulado “Eu Vejo Você”, é composto por 11 faixas e foi produzido, mixado e masterizado por Leonardo Ramos, vocalista da banda paulistana Supercombo, e contou com a co-produção de Matheus Brasil, baterista da banda e produtor musical que juntamente com Victor Caliope, Flávio Nascimento e Bruno Silveira compõe o Projeto Rivera.
O título que estampa o novo trabalho da Rivera vem da palavra “Sawabona”, termo originário de tribos do Sul da África que significa “Eu Vejo Você”, e transmite a mensagem que o grupo quer passar para o público numa linguagem do amor. "Eu vejo o ser que está dentro de você. Eu sinto você, eu ouço você; eu respeito você, valorizo você e você é importante para mim”.
O novo projeto traz canções já conhecidas e viralizadas entre o público como o “Canto Bom”, “Zeravida”, “Ladrilhar”, além das novas "Varanda", "Garoto" e "O Que Você Plantei". A proposta do novo CD não se limita somente em novas composições, mas sim um novo formato de show espetáculo, completo em luz, som e interações com o público, a fim de transformar o espectador em personagem principal do momento.
No contra fluxo de todas as indicações sobre lançar o álbum no primeiro mês do ano, o  vocalista do Projeto Rivera, Victor Caliope afirma: "Nós confiamos e acreditamos que existe uma certa sinergia nessa data e horário com as pessoas que nos acompanham e precisam escutar esse disco”.
Em 2017, o quarteto criou a própria plataforma colaborativa para a captação de recursos na campanha de financiamento coletivo (crowdfunding) que durou 45 dias e foi voltada para a produção e materialização desse segundo disco. A dedicação do Projeto Rivera demonstra-se desde que os músicos construíram o estúdio, produziram e gravaram o seu próprio CD. Assim como os vídeos da produção do encarte do CD, que também foi feito artesanalmente.

A banda
Trazendo no repertório canções com traços regionais numa miscelânea que envolve Rock, MPB e Baião, o Projeto Rivera é composto por Victor Caliope (vocalista), Bruno Silveira (guitarra), Matheus Brasil (bateria) e Flávio Nascimento (guitarra) e nasceu em 2013 e no ano seguinte já entrava no estúdio para gravar o seu primeiro CD “Eu Vim Te Trazer o Sol’, lançado em 2015. Com 13 faixas, o disco foi composto em viagens pelas cidades do interior do Ceará e passeia por letras que exploram histórias vivenciadas nessas andanças.
Em 2016, a banda foi contemplada no Laboratório de Música do Porto Iracema das Artes, onde trabalhou no seu segundo álbum, lançado em 2018. De lá para cá o grupo já participou e foi convidado para diversos festivais importantes, como Rock in Rio (RJ), SIM São Paulo, Festival MADA (RN), Buzina Festival (SP), Festival DoSol (RN), Festival Se Rasgum (PA), Festival MALOCA (CE) Festival Ponto.CE (CE) além de outros shows em diversas cidades do País e assim vão traçando com vontade e determinação o que eles decidiram para as suas vidas: construir uma carreira de sucesso dentro da música.
Desde a produção do primeiro álbum, também surgiu a ideia de realizar uma série de ações, incluindo a produção de "lyrics", vídeos em que o foco está na letra da canção e onde é possível ver o desenrolar da história da música no plano de fundo. O grupo também se dedica a fazer intervenções urbanas (Lambe-Lambes) com trechos de suas canções. A dedicação do Projeto Rivera demonstra-se desde que os músicos construíram o estúdio, produziram e gravaram o seu próprio CD.
A banda vai se apresentar em Juazeiro do Norte no próximo dia 29, às 19 h, no Centro Cultural Banco do Nordeste. 

quarta-feira, 21 de março de 2018

FAP oferece assistência jurídica gratuita para quem não pode pagar advogado

Com o objetivo de oferecer assistência jurídica à população carente, o Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da Faculdade Paraíso do Ceará disponibiliza o serviço de forma gratuita às pessoas de baixa renda, ou seja, que precisam de um advogado, mas não têm condições de pagar. O serviço abrange diversos tipos de ações como cível, criminal, de família e direito do consumidor.

“Qualquer pessoa pode nos procurar. Como nós atuamos em parceria com a Defensoria Pública, nós atendemos preferencialmente pessoas que estão em situação de vulnerabilidade econômica, que não têm condições de pagar um advogado”, explica o professor do curso Direito e coordenador do NPJ, Wesley Monteiro.

Nos últimos oito anos, mais de 10 mil atendimentos foram realizados. Em 2017, por exemplo, 1.711 pessoas foram beneficiadas com o serviço oferecido pelo NPJ. Segundo Wesley, entre os mais procurados estão ações relacionadas ao direito de família, como: divórcio, alimentos, ações de guarda de filhos, além de regularização fundiária e direito do consumidor, com os contratos de telefonia, compras de produtos on-line ou com defeito.

Para ter acesso ao serviço, os interessados devem, previamente, realizar um agendamento de modo presencial ou por telefone. Os atendimentos são realizados por estudantes do curso de Direito, supervisionados por advogados, que são professores da FAP e têm larga experiência na atividade jurídica.

Serviço:
Núcleo de Prática Jurídica - NPJ/FAP
Endereço: Rua Santa Isabel, nº 237, Bairro São Miguel, Juazeiro do Norte/CE.
Contatos para agendamento: (88) 3512-2198 / 3512-2175 ou npj@fapce.edu.br
Dias e horários de atendimentos: segunda a sexta-feira, 8h às 12h e 14h às 17h.




Adiado I Encontro Monárquico do Cariri

A Casa Imperial do Brasil acaba de comunicar que, devido à problema de saúde do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, o 1º Encontro Monárquico Conservador do Cariri, que seria realizado no próximo sábado, 24 de março, em Juazeiro do Norte, teve de ser adiado para nova data a ser posteriormente marcada.
     Dom Bertrand foi acometido de problemas pulmonares e seus médicos exigiram repouso absoluto para recuperação da sua saúde. Oportunamente será divulgada a nova data da realização do evento.




Cariri Monárquico

Decepcionados com os descalabros da atual República, grupos de brasileiros, defensores da forma de governo monárquica – com participação majoritária de jovens –  se organizam para a difusão das vantagens da Monarquia. No sul do Ceará não é diferente. Em Juazeiro do Norte será realizado, no próximo dia 24 de março, o 1º encontro Monárquico Conservador do Cariri. 
    O evento, que terá como convidado de honra o príncipe Dom Bertrand de Orleans, representando a Família Imperial Brasileira, será realizado no Iu-á Hotel. Constará de palestras sobre o atual quadro sócio-político brasileiro, englobando questões históricas e econômicas, abertas a qualquer pessoa, monarquista ou não. 
      A bem dizer, ninguém em sã consciência pode afirmar que a República deu certo na nossa pátria. Implantada em 15 de novembro de 1889, sem nenhuma participação popular, a cada dia novos segmentos sociais acham que a monarquia resolveria os atuais problemas do Brasil. E aos surpresos com o crescimento, entre nós, das ideias conservadoras, integrantes da Juventude Monárquica do Cariri esclarecem que ser conservador não é ser retrógrado. 
      Acreditam esses jovens que as tradições podem conviver com a modernidade. Como ocorre em países desenvolvidos a exemplo da Inglaterra, Canadá, Austrália, Suécia, Noruega, Holanda, Japão, Dinamarca, Bélgica, Espanha, dentre outros. Por isso, no 1º Encontro Monárquico Conservador do Cariri todas as questões serão debatidas. Independente das opções políticas dos participantes, sejam monarquistas ou republicanos; conservadores ou não. 
       Os monarquistas caririenses não abrem mão, no entanto, dos direitos naturais, como a família, a livre iniciativa, a propriedade privada e o princípio da subsidiariedade. Reconhecem que, apesar dos desacertos governamentais, no período republicano houve avanços, no Brasil, como no agronegócio. Mas, hoje, a nação está sangrando em meio à maior crise moral, política e administrativa da sua existência. A solução? O retorno aos valores imperecíveis da Monarquia.

Armando Lopes Rafael
        Historiador

segunda-feira, 19 de março de 2018

Aeroporto de Rio Branco com movimento menor do que o de Juazeiro recebeu 135 milhões e foi reformado

Enquanto o Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, de Juazeiro do Norte, recebe uma pequena verba de pouco mais de dois milhões para construção de um pátio, a Infraero, segundo matéria publicada na revista Flap,  “anunciou a entrega das obras de reforma e ampliação do Aeroporto de Rio Branco/Plácido de Castro/AC (visto na foto). Com investimento de R$ 43,2 milhões, o terminal acreano conta agora com uma área quase três vezes maior. Passou de 4,6 mil m² para 12,8 mil m², ampliando a capacidade de 1,3 milhão para 2,4 milhões de passageiros por ano. A sala de embarque doméstico, que antes tinha 324,01 m², agora possui 779,60 m², e o desembarque doméstico passou de 352,60 m² para 825,08 m². O aeroporto ainda ganhou novas salas de embarque e desembarque internacional, com área de 226,98 m² e 571,05 m², respectivamente. O espaço recebeu uma escada rolante, novas posições de check-in, totalizando 16 unidades, mais uma esteira para restituição de bagagens, e mais um elevador. Foram disponibilizadas ainda quatro lojas para locadoras de veículos e salas para alguns órgãos públicos, como Anvisa, Vigiagro, Receita Federal, Secretaria de Turismo, Polícia Federal e Tribunal de Justiça (Juizado de Menor). Outro grande investimento feito pela Infraero no aeroporto foi a reforma estruturante da pista, com substituição da base do pavimento, aumentando o suporte e melhorando o nível de conforto de rolagem das aeronaves, pistas de taxiamento e pátio de aeronaves. Também foi feita a substituição do sistema de drenagem e construção de novo balizamento noturno. Ao todo, R$ 135 milhões foram investidos nas obras, realizadas entre outubro de 2014 e junho de 2016”.
Você não leu errado, são mesmo 135 milhões investidos num aeroporto cujo movimento é menor do que o de Juazeiro do Norte. Dá para entender essa disparidade? Já dissemos noutra matéria e vamos repetir: existe uma forma de nosso aeroporto ser ampliado em tempo recorde: basta conceder ao Papa Francisco o título de Cidadão Juazeirense. Para ele poder vir a esta cidade e receber o título será preciso um aeroporto digno, e aí não faltará verba para  a reforma. 
Acorda,  Juazeiro! Estão te enganando.


sábado, 17 de março de 2018

Falecimento de Dr. João Tavares Neves

Faleceu na madrugada de hoje em Juazeiro do Norte Dr. João Tavares Neves, aos 84 anos. O velório está acontecendo no Anjo da Guarda e o sepultamento será no Cemitério do Socorro. às 17 h. Conforme informações prestadas por sua esposa, Dona Teresinha Neves, Dr. João nasceu no Sítio Barriguda, município de Porteiras, no dia 20 de janeiro de 1934. No final do ano de 1962 concluiu o curso de medicina. Especializou-se em ginecologia e obstetrícia na Maternidade Bandeira Filho em Recife. Residiu no Hospital São João da Escócia de 1961 a 1962 dando assistência a pacientes clínicos e pós-operados. Fez o curso de doutorado para o SAMDU (Serviço de assistência médica e domiciliar de urgência), onde trabalhou durante um ano no Posto de Saúde no Bairro da Estância em Recife. Juntamente com o dr. Lamartine Holanda fundou o Centro de Estudos Psicológicos e Psiquiátricos em Recife. Em 1963 passou a residir em Juazeiro do Norte, instalando seu consultório e obtendo êxito satisfatório. Em parceria com o dr. José Newton Gomes começou a trabalhar no Hospital e Maternidade São Lucas implantando o sistema de plantão de 24 horas. Trabalhou no referido hospital por 52 anos, no período de 1963 a outubro de 2015. Ainda no mesmo ano de 1963, foi indicado pelo cel. Humberto Bezerra, então prefeito de Juazeiro para assumir a direção do Serviço Cooperativo de Saúde, SESP, e a Secretaria de Saúde do Estado. Nessa época se destacou por comandar a campanha de imunização contra a varíola, quando imunizou 87% da população, eliminando assim a aludida peste que ocasionou vários óbitos. Ocupou também o cargo de Delegado de Saúde da 5ª Região. Foi cooperador do INAMPS. Em 1968 juntamente com os médicos José Newton Gomes, Odílio Camilo, Ailton Gomes e Gilson Sampaio fundou o Pronto Socorro de Juazeiro e a Clínica de Reabilitação e Fisioterapia (CREFJU). Com esta mesma equipe e mais os médicos Antônio Telles, Manoel Salviano, Margarida Callou, José Hildon Morais e o empresário Ivan Bezerra, criaram o Pronto Socorro Infantil do Cariri (PSIC). Em 1989 recebeu pela Câmara Municipal de Juazeiro do Norte o título de cidadão juazeirense. Através de um parecer do vereador Raimundo Cabral Sales foi-lhe prestado uma homenagem nomeando uma avenida próxima do aeroporto. Recebeu também o título de cidadão Belmontense da cidade de São José do Belmonte, em Pernambuco. Abraçou a medicina por amor. Durante os 54 anos de profissão, que foi de janeiro de 1962 a maio de 2016, trouxe à vida a mais de 52.000 mil bebês, chegando a atender três gerações de uma mesma família.
Foi casado com Teresinha de Jesus dos Santos Tavares Neves há 52 anos. Dessa união nasceram 5 filhos, três homens e duas mulheres. Hoje a família aumentou contando com um genro, uma nora e cinco netos.

Conheça mais sobre a vida de Dr. João Tavares Neves no link baixo:

sexta-feira, 16 de março de 2018

Semana do Padre Cícero: Programação

A Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte definiu uma programação que fará parte da 36ª Semana Padre Cícero. O evento é uma realização da Prefeitura Municipal, sob a coordenação da Secretaria de Turismo e Romarias que neste ano de 2018 comemorará os 174 anos de nascimento do Padre Cícero Romão Batista.

Além da abertura oficial que acontecerá na manhã do dia 20 de março, no auditório da Fundação Memorial Padre Cícero, a programação da Secult inclui ainda feira de artesanato, visitas mediadas à exposição “Padre Azarias Sobreira: o Padim de meu Padim”, II Mostra de cinema “Luz das Artes” e o seminário “Lira Nordestina: Diagnósticos e Atualizações”, este último, realizado em parceria com a Universidade Regional do Cariri (Urca) e Geopark Araripe.

A programação que a Secretaria de Cultura oferece durante toda a Semana Padre Cícero deve contribuir para a valorização da história de Juazeiro do Norte, através de relevantes debates acerca da memoria histórica e cultural que gira em torno da  imagem do seu fundador. Toda a programação será gratuita e está disponível para consulta no site www.juazeiro.ce.gov.br.

PROGRAMAÇÃO SEMANA PADRE CÍCERO 2018

SECULT / Fundação Memorial Padre Cícero

FEIRA DE ARTESANATO (20 a 23 de março)

Os artistas do Centro de Artesanato Mestre Noza e da Lira Nordestina estarão expondo e vendendo seus produtos na Fundação Memorial Padre Cícero, no horário de funcionamento da instituição, de 7h30 às 17h30.

VISITA MEDIADA À EXPOSIÇÃO “PADRE AZARIAS SOBREIRA: O PADIM DE MEU PADIM” (20 a 23 de março)

Às 11h, para os interessados em conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra de um dos grandes defensores do Padre Cícero Romão Batista.

II MOSTRA LUZ DAS ARTES (20 e 21 de março)

Mostra de filmes e documentários com o objetivo de suscitar a reflexão sobre temas relacionados à história do Cariri e divulgar as produções audiovisuais nacionais e do próprio Ceará. Nessa segunda edição, o público alvo é formado por estudantes do ensino médio, da rede pública e particular de Fortaleza, embora as sessões estejam abertas a todos os interessados. Serão sessões gratuitas, mediadas por professores e cineastas de algumas das produções que serão exibidas.

Dia 20/3 (manhã)

8h30. Mesa de abertura oficial da Semana Padre Cícero. Participantes: Prefeito Arnon Bezerra, Secretários (Cultura; Turismo e Romaria; Esportes etc), Parceiros (Padre Cícero, SESC etc).

9h. Apresentação da Campanha de Registro dos Lugares Sagrados de Juazeiro do Norte. Parceria Prefeitura Municipal e IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

9h30. Banda Cabaçal São João Batista

10h. Exibição dos documentários: Candeias; O Pau da Bandeira (Augusto Pessoa).

Debatedor: Augusto Pessoa

Dia 20/3 (tarde)

14h. Documentários: Natal Popular – Cariri: mito, história e profecia (I, II e III). Rosemberg Cariri e Oswald Barroso.

Debatedor: Renato Dantas

Dia 21/3 (manhã)

8h30. Filme: O Milagre em Juazeiro (Wolney Oliveira). Debatedora: Fátima Pinho

Dia 21/3 (tarde)

14h. Documentários: Lampião (Ythallo Rodrigues); Cerca (Glauco Vieira); Catadores de piqui (Nívea Uchôa).

Debatedores: Ythallo Rodrigues, Glauco Vieira e Nívea Uchoa.