domingo, 9 de janeiro de 2011



Recebi o convite de Daniel para escrever alguma coluna para este jornal. Um pouco tímida por não possuir o traquejo necessário dos colunistas, não aceitei. Mas neste ano de 2011, quero adentrar por outros caminhos, investir em coisas desconhecidas para testar o meu potencial já mais amadurecido, com o despontar de seis décadas. Então, aqui vai o meu desafio.
Assim, a minha proposta é pontilhar esferas que muitas de nós já passamos e que outras irão passar. Como sou muito de nostalgia resolvi que a minha primeira colocação degusta um livro que norteou a minha adolescência em Juazeiro do Norte e que os jovens de hoje talvez desconheçam, ou achem até brega, no meu tempo a palavra que se usava quando a coisa destoava ou não era mais do agrado da maioria se chamava cafona ou cafonice, mas isto não vem ao caso. Falo sobre o livro O Diário de Ana Maria, de autoria do padre francês Michel Quoist, escritor muito lido a partir da década de 1960. Livro de cabeceira de meninas-moças que não contavam muito com as informações esclarecedoras e necessárias que as garotas daquela época mereciam receber. Poucas revistas existiam naquele tempo, eis algumas: Sétimo Céu, Capricho, Revista do Rádio, elas focalizavam somente fotonovelas e algumas fofocas dos artistas. Assuntos relacionados com informações, transformações em nosso corpo, diálogo com os pais, isto tudo era ignorado. Este livro, então, trouxe um grande alento para as nossas mentes sedentas de conhecimentos, e na sua viagem através do diário de uma adolescente nos reconhecíamos sentindo os mesmos problemas, as mesmas angústias, a sede de independência, sensibilidade e a procura de uma afirmação como ser humano. Assim, era como uma febre possuir um exemplar para nos intervalos das aulas, no caminho para o colégio a discussão e os comentários sobre as nossas necessidades, as nossas afirmações. Muitas das minhas colegas do Ginásio Monsenhor Macedo tinham este livro.Hoje, a modernidade e o avanço da tecnologia apagaram assustadoramente os anseios dos jovens, que a cada dia exigem mais e mais e agora não conseguem mais se satisfazer com o que possuem. A internet conseguiu amadurecer muito rapidamente os jovens, dilapidando as conquistas lentas, os sonhos acalentados que nós, na nossa época tivemos o privilégio de conquistar com o nosso merecido esforço. Que a nossa juventude não fique a mercê do computador, busque outras fontes de oportunidades, outros caminhos, como leitura de bons livros que a faça crescer, aprimorando em perfeita sintonia a consolidação do seu ideal.

3 comentários:

ANTONIO LUIZ MACÊDO disse...

PARABÉNS PELA ESTRÉIA
DO TALENTO ESCONDIDO!
TESOURO DADO POR DEUS
TEM DE SER CORRESPONDIDO
COM FÉ, AMOR E ESPERANÇA,
TRAZENDO EM CADA LEMBRANÇA
O SONHO NUNCA ESQUECIDO.

UM BEIJO DO SEU IRMÃO.

IDERVAL TENÓRIO disse...

Querida Teresa Neuma. è com muita alegria que leio este seu comentário o que me deixou dentro do contexto, acho que a tecnologia aos poucos vem roubando a alma de cada uma das pessoas que com ela convive.Envio um peueno texto meu que tem pertinencia com o assunto. Abraço para todosdo Juazeiro. Daniel,Paulo,Casimiro e todos que tem a afelicidade de acessar este blog.
http://www.iderval.blogspot.com



LEIAM APELO DE UM BRASILEIRO DE MINHA AUTORIA.


APELO DE UM BRASILEIRO
Iderval Reginaldo Tenório

Apelo de um brasileiro preocupado com o ...

Aulas de História disse...

Encontrei seu blog e achei interessante, o assunto do livro O Diário de Ana Maria, de autoria do padre francês Michel Quoist,pois foi tanbem meu livro de cabeceira.ganhei o livro em 1970 do meu primeiro namorado... êle era meu professor de portugues,quando começamos o namoro eu tinha 13 anos e êle 22 anos.Êle logo percebeu que eu era muito desenformada,e me presenteou como vc escreveu, eu ñ contava muito com as informações esclarecedoras e necessárias que as garotas daquela época e como este livro me ajudou,porque até me incentivou a criar um diário tambem... Assim aprendi muito.sinto saudades deste livro. Faz parte da minha juventude .Guardei na casa dos meus pais, mas hj ñ o encontro.Minha mãe ñ tem muito conhecimento do valor de se trabalhar a memória.Adorei seu blog