sábado, 8 de janeiro de 2011

Livros na vitrine - Renato Casimiro comenta


Depois de ter publicado A forja do cinismo (vols I-O inquilino do poder, 2004 e II-Miasmas do poder e outras fragrâncias, 2006), José Pereira Gondim, 65 anos, cearense de Juazeiro do Norte/CE, farmacêutico diplomado pela Universidade Federal da Paraíba/UFPB, acaba de lançar o segundo volume de uma trilogia (Jesus e o Cristianismo). O primeiro volume ( Ciência, religião e política) foi lançado em 2009. Em setembro passado ele lançou o segundo (A construção do mito). Sobre este seu trabalho, o crítico William Costa, do jornal O Norte (João Pessoa-PB, 10.09.2010) assim se refere:
O comércio do pecado e do perdão, praticado pela Igreja Católica, com claras alusões às práticas populistas atuais do presidente Luis Inácio Lula da Silva, é o tema central do segundo volume da trilogia Jesus e o Cristianismo (Editora Autor Associado), iniciada com Ciência, Religião e Política, e abordando, agora, A Construção do Mito, cujo lançamento acontece, hoje, às 18h, em O Sebo Cultural, na Avenida Tabjaras, 848, Centro, dentro do projeto Sextas Literárias - Perfumando a Palavra. O autor da obra é o farmacêutico bioquímico, industrial e escritor paraibano José Pereira Gondim, que volta a questionar, em exatas 512 páginas, a existência histórica de Jesus Cristo, e a criticar duramente as práticas nada ortodoxas da Igreja Católica. O cerne do novo livro de José Gondim pode estar na contradição, citada pelo autor, entre o pregador dominicano João Tétzel (que tornou-se famoso por vender indulgências, inclusive, uma que "dava direito antecipado de pecar") e o publicista católico João de Boneffon. Enquanto Tétzel, tal qual o vendedor de rua, apregoava: "Vinde e eu vos darei cartas munidas de selos, pelas quais todos os vossos pecados vos serão perdoados, mesmo os que desejais cometer no futuro", Bonnefon contraatacava em La Raison: "A prostituição regulamentada é uma instituição católica. Os Papas, soberanos temporais, soberanos espirituais, fomentaram práticamente o desenvolvimento legal de prostituição. O primeiro lupanar pontifical foi estabelecido por Bento IX". José Gondim afirma que não é necessário ser teólogo, pesquisador de fama internacional, ou renomado estudioso do assunto, para constatar a obviedade deste absurdo. "Basta apenas ter a cabeça em cima dos ombros, que a dúvida surge, através de uma interrogação perversa, mas de uma lógica inquestionável. Se a culpa é perdoada pelo dinheiro, afinal de contas, por que se afirma que Jesus Cristo, o mito maior da cristandade, morreu na cruz para salvar os pecados da humanidade? Por que, afinal? Se Tétzel e a própria Igreja Católica deixam claro que o dinheiro compra o perdão dos pecados, por que esse sofrimento em vão? Dái a César o que é dele, mas, nesse caso, fica difícil acreditar, mesmo dispondo de toda fé do mundo, é custoso aceitar isso como verdade", questiona incessantemente o autor de Jesus e o Cristianismo. Jesus e o Cristianismo é resultado de dez anos de pesquisas e análises empreendidas por José Gondim, tendo como focos centrais o comportamento dos indivíduos envolvidos na trama bíblica e o estudo comparativo de textos antigos e atuais. No primeiro volume da série Jesus e o Cristianismo - Ciência, Religião e Política (536 páginas), o autor questiona a existência de Cristo, alegando um motivo muito simples: a total inexistência de registros históricos sobre a presença de Jesus, na Terra.O que existe, segundo o autor, são registros cristãos, ou seja, a história contada pela Igreja Católica. "Os cronistas da época não mencionam Jesus", disse ele, em entrevista, por ocasião do lançamento do primeiro volume da trilogia. A dúvida sobre a existência de deus é expressão por ele com a seguinte questão: "Como um ser perfeito criaria um mundo imperfeito? Como sendo bom, deus permitiria tanto mal?"
Acaba de ser publicado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará o livro póstumo de Joaquim Lobo de Macedo (Joaryvar Macedo), com prefácio e roteiro biográfico de Dimas Macedo. A coordenação editorial foi de Raymundo Netto, a capa de Geraldo Jesuíno. Sinopse: Reunião de diversas resenhas escritas por Joaryvar Macedo e publicadas em periódicos como O Estado do Cariri (Juazeiro do Norte), A Ação (Crato), Correio do Ceará, Tribuna do Ceará e O Catolé (os três em Fortaleza), ou em forma de apresentações de livros redigidas por solicitação dos autores. Dentre os autores resenhados por Macedo, neste livro: Mozart Soriano Aderaldo, Carlso Studart Filho, Risette Cabral Fernandes, J. Calíope, Raimundo Girão, Jurandy Temóteo, Orlando Tejo, José Pereira Gondim, Deusdedit Leitão, Cândida Galeno, Everardo Nobre, Ludmila Mendonça, Pe. Sadoc Araújo, Geraldo Nobre, Elias Sobral, Ribeiro Ramos, Aldenor Benevides e muitos outros. Joaquim Lobo de Macedo, o Joaryvar Macedo, filho de Antônio Lobo de Macedo, político e poeta popular, e Maria Torquato Gonçalves de Macedo, nasceu no dia 20 de maio de 1937, no Sítio Calabaço, Lavras da Mangabeira, Ceará. Cursou as primeiras letras em sua terra natal. Foi aluno do Seminário Diocesano do Crato e do Arquidiocesano de Fortaleza. Cursou Teologia nos Seminários de Recife/PE e Olinda/PB. Ingressou na Faculdade de Filosofia do Crato em 1965. Pós-graduou-se em Metodologia do Ensino Superior pela Universidade Católica de Salvador/BA. Lecionou em estabelecimentos de ensino de Juazeiro do Norte, na Faculdade de Filosofia do Crato e na Universidade Regional do Cariri. Escritor, ensaísta e historiador, dedicou-se ao estudo da formação étnica, histórica e cultural da Região do Cariri. Fundou e dirigiu, por mais de dez anos, o Instituto Cultural do Vale Caririense. Em 1983, transferiu-se para Fortaleza onde assumiu o cargo de Assessor Especial do Presidente do Conselho de Educação do Ceará. Foi Secretário da Cultura e Desporto do Estado do Ceará (1983-1987) e Presidente do Conselho Estadual de Cultura. Recebeu do Governo do Estado a Medalha José de Alencar. É Patrono da Cadeira nº. 5 da Academia Lavrense de Letras. Integrou diversas instituições culturais, no Brasil e no exterior, dentre elas: Instituto Cultural do Cariri, Academia Cearense de Letras, Instituto Genealógico Brasileiro, Instituto do Ceará, Academia Internacional de Letras "3 Fronteiras", Academia Internacional de Ciências Humanísticas, Academia Castro Alves/BA e Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Faleceu em Fortaleza, a 29 de janeiro de 1991.

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