domingo, 27 de agosto de 2017

Lançamento do livro sobre a Praça Padre Cícero teve excelente repercussão

Teve excelente repercussão o lançamento do livro sobre a Praça Padre Cícero escrito pelo editor do portal de Juazeiro, Daniel Walker, Diversas manifestações de carinho e apreço chegaram a esta Redação dando conta da beleza da festa. Nas redes sociais foram muitas as manifestações de carinho das pessoas que compareceram ao evento e depois postaram seus comentários. Na opinião geral foi uma festa linda. Fazia tempo que Juazeiro não via uma festa assim. Público seleto, bem comportado, gente amiga, encontro de gerações, de antigos frequentadores da nossa querida praça, ambiente descontraído. Ficou patente que aqui em Juazeiro muita gente sente saudade do que existia de bom na cidade

Apresentação do livro por Tereza Neuma, esposa do autor
Plateia amiga, boa noite!
O Papa Francisco em uma recente audiência se dirigiu aos presentes dizendo: “Somos gente mais de primavera do que de outono, porque vemos os brotos de um mundo antes do que as folhas amareladas nos ramos. E perguntou para a assembleia: “Eu sou uma pessoa de primavera ou outono? Quero que cada um de vocês respondam: “De primavera, que espera a flor, que espera o fruto, que espera o sol que é Jesus!”
Aproveitando esta mensagem do Papa, digo que Daniel é uma pessoa de primavera. Por que primavera?  Porque o lançamento deste livro, A Praça Padre Cícero, é a concretização de um sonho acalentado por muitos anos por Daniel. Quando passávamos ultimamente pela praça, ele lamentava o descaso e o abandono em que ela se encontrava. O que fazer, então? Ele dizia: Tenho que declarar esta minha revolta por ver o cartão postal de nossa cidade, o local que deveria ser uma atração, um local aprazível como já foi antigamente dar lugar aos marginais, aos viciados e malandros.
E foi com esses questionamentos em sua cabeça que resolveu escrever sobre ela mostrando a sua importância com fatos e episódios acontecidos nela. No início, quando começou a escrever, pensou em um livro de 150 páginas no máximo. Escreveria sobre o ano de sua fundação, as suas várias denominações, os governantes da época, mostrando fotografias e depoimentos.
O gosto, o entusiasmo e o desejo de fazer uma coisa mais aprimorada, bem fundamentada em pesquisa, foi acontecendo. E os capítulos aumentando e a cada dia novas ideias surgindo. Tempo para viajar, pausa. Parava um pouco de escrever. Recomeçava. E neste ritmo foram mais de seis anos para concluir, mas valeu a pena. O livro contém quase 300 páginas, encadernado em capa dura e estampada a imagem da praça que nós conhecemos e que nos acolheu no período de nossa adolescência. A capa do livro foi copiada de um cartão postal feito pela saudosa Casa Morais, de propriedade do Sr. Raimundo Morais, o homem que fundou a loja que nos ensinava a arte de bem presentear.
A bela praça Padre Cícero serviu de palco para a juventude dos anos 60, 70 e até a metade de 80. Namoros iniciados, os compromissos assumidos, o amor despertado neste espaço tão amado de nossa Juazeiro. Contém histórias, depoimentos, fotografias, fatos pitorescos e muitas recordações.
Quando o livro estava finalmente pronto, Daniel achou que deveria fazer mais alguma coisa para completar. E foi aí que, contaminado pelo entusiasmo e percebendo o quanto esta praça é importante para Juazeiro e seus frequentadores, resolveu investir mais, e combinou com a gráfica para fazer uma edição de luxo, pois esta praça realmente merece.
Ele também não queria um lançamento comum, comercial; queria antes de tudo fazer uma festa de congraçamento de amigos e de antigos frequentadores da praça. Por isso, resolveu fazer também um coquetel. E assim vai acontecer. O livro está publicado e agora está sendo lançado. Espero que seja do agrado de vocês.
Finalizando, peço perdão por ter falado pouco, pois nunca fiz apresentação de nenhum livro. Porém preciso fazer uma pequena ressalva a título de explicação. Vocês devem ter estranhado a apresentação do livro ser feita por mim.
Explico. Meu marido é uma pessoa muito discreta e de forma alguma queria incomodar alguém, dando esta missão que para muitos é por demais espinhosa. Então, criei este texto e lhe enviei por e-mail, para que fizesse a apreciação e se ele achava de acordo a minha intromissão.
E ele, meio a contragosto, pois nem a mim queria incomodar, só disse isso:
“Tá bom, faça a apresentação pois assim não lhe devo favor, porque você é a minha mulher.”
Vocês perceberam? Meu marido é assim: de vez em quando tem um acesso de romantismo.
Obrigada!  

A cordelista Rosário Lustosa escreveu e nos mandou um bonito cordel de sua autoria o qual é reproduzido abaixo:

Lançamento de Daniel
Autora: Rosário Lustosa

Hoje no memorial
Foi uma noite brilhante
Daniel lançou seu livro
De um modo interessante
Que é da Praça Padre Cicero
Que já foi Praça Almirante
Dona Neuma sua esposa
Fez bem a apresentação
Depois Daniel falou
Dando toda explicação
Como foi escrito o livro
Fez toda retratação
Brincou com toda galera
Que nesta praça andava
Com a turma do namoro
Que por lá sempre ficava
Falou até de um banquinho
Especial que gostava
Falou da turma do Crato
Que vinha para roubar
As moças do Juazeiro
Ficavam a namorar
Lembrou até do ciclista
Que ficava a pedalar
Depois entrou Zé Arnon
Para falar do projeto
Fez a leitura da praça
E de todo o trajeto
Chamou Gisele Meneses
Pra explicação de arquiteto
Quando eu vi lá no telão
Toda aquela estrutura
Foi me dando “uns arrepio”
Fiquei na “maio frochura”
De ver que um filho da terra
Vai fazer esta arquitetura
Prefeito José Arnon
Vai o nosso parabém
Por esta obra importante
Que a todos faz o bem
Tinha que ser filho da terra
Pra fazer isso também
Juazeiro agradece
Esta sua gentileza
De arrumar nossa praça
É uma grande riqueza
O romeiro vai gostar
Eu tenho é toda certeza
Vai gostar e vai ficar
Feliz e agradecido
Ao saber que” Padim Ciço”
Tem seu espaço merecido
Também lhe agradecer
E ficar envaidecido
Com certeza você vai
Nossa praça transformar
Pois agora só tem capim
E até burro pra pastar
Muito lixo e desmantelo
É o que vamos encontrar
O Juazeiro agradece
E vai daqui o recado
Pra quem quiser namorar
O banco vai ser reformado
E até o banco dos velhos
Também será arrumado
Hoje foi um dia feliz
O Juazeiro agradecido
Daniel deu seu recado
E o povo esclarecido
Que o nosso Juazeiro
Terá um espaço merecido


Juazeiro do Norte, 26/08/2017

De Carlos Alberto Almeida Marques recebemos o texto abaixo:
Neste momento em que estou escrevendo esta nota, está ocorrendo o lançamento do livro sobre a praça Padre Cícero, escrito por meu irmão Daniel Walker. Fiz muitos planos para estar presente neste evento, mas compromissos particulares e comerciais em Natal, cidade onde moro atualmente, me impediram de comparecer. O lançamento deste importante livro por si só já é um acontecimento muito importante para a cultura e para a história de Juazeiro. A apresentação simultânea do projeto da reforma da Padre Cícero pelo prefeito Arnon Bezerra torna o evento muito mais significativo. Quando estive em Juazeiro no mês passado, Daniel me mostrou a concepção e o conteúdo do livro. Fiquei impressionado com a riqueza das informações e a grande quantidade de fotos. Este livro será, com certeza, um grande sucesso e já pode ser considerado um dos mais importantes da sua já vasta produção literária. 
Para compensar a minha ausência  no evento, quero prestar uma homenagem à Daniel, transcrevendo aqui um capítulo do meu livro “Minhas brincadeiras de criança”, escrito no ano 2.000, em que faço uma breve referência à Praça Padre Cícero.
“A praça Padre Cícero, antes batizada de praça Almirante Alexandrino de Alencar, sempre foi um dos orgulhos de Juazeiro do Norte. Já sofreu várias melhorias que a tornaram mais moderna e mais bonita, sem descaracterizá-la, sendo ainda hoje um dos cartões postais da cidade.
São muitas as lembranças que tenho dessa praça. Existiam os seus frondosos pés de figo, com as copas cortadas em diversas formas esculturais, como avião, carros e aves. Os bancos de marmorito tinham gravada  no seu encosto uma propaganda de uma casa comercial ou o nome algum benemérito. O seu prático traçado geométrico permitia cruzá-la diagonalmente e separava os locais para namorar, passear ou simplesmente conversar com os amigos. O seu passeio era a melhor atração. Era nas noites de sábado e domingo que paquerávamos as meninas que ficavam passeando. Depois de vários flertes, criávamos coragem e encostávamos na menina. Daí iniciávamos um namoro.
Existia também o CRP, ou Centro Regional de Publicidade, de propriedade de Dário Coimbra. Era um serviço de alto-falantes que transmitia, em determinados horários, notícias, músicas e propagandas. Era uma alternativa radiofônica, já que só  existia uma emissora de rádio na cidade, que era a rádio Iracema. 
O posto de gasolina de Felipe Neri, o primeiro de Juazeiro, localizado num dos lados da praça, era uma desarmonia.
Outros motivos de lembrança existem ainda hoje na praça Padre Cícero, como a Coluna da Hora, com seu exótico relógio fabricado pelo Mestre Pelúzio, “que marcava até as fases da lua”, e o frondoso pé de juá. Este foi mistificado pela música de Luiz Gonzaga como “juá sem espinho, quem plantou foi meu padrinho”. A Coluna da Hora foi muito popularizada pelo programa humorístico da dupla Xexéu e Cajarana, apresentado diariamente às 11:50h pela Rádio Iracema. Nesse programa de estúdio, os dois simulavam uma reunião na base da coluna e faziam críticas bem humoradas sobre as situações do cotidiano da cidade.
No centro da praça existe, desde sua inauguração, um pedestal com a imagem de bronze em tamanho natural do Padre Cícero, de uma perfeição impressionante”.
É  isso aí, Daniel. Finalizo parabenizando-lhe pelo lançamento da sua mais nova obra literária.
Carlos Alberto Almeida Marques
Natal - RN 

Olá Daniel.
Hoje senti uma grande alegria por ter tido contato com o seu livro sobre a "Praça Padre Cicero."
Você me fez recordar os "Velhos Tempos" quando garoto andei muito nesta Praça.
Sou filho do Sr. "Manoel Amorim" o qual você em seu livro homenageou com palavras sabias e simples.
Pelo que tomei conhecimento até hoje, não tinha visto nenhuma homenagem ao mesmo, e fico agradecido por ter se lembrado do famoso "Jardineiro", pessoa simples...honesta...trabalhador.
Tenho certeza que o seu livro vai atingir um grande numero de pessoas, e que sua dedicação e amizade ao Juazeiro do Norte será reconhecida.
Um abraço e o meu muito obrigado.
Mário


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