domingo, 28 de abril de 2013

Que Juazeiro é este? - Por Dantas de Sousa


Precisamos relembrar, neste momento, que um município não poderá ter a fama de município progressista, enquanto sua população não entender o valor da educação e do exercício da cidadania, do amor e do bem-estar comunitário. Ou enquanto seu povo não procurar fundamentar a sua vocação municipal. 
Para não irmos longe, vamos refletir um pouco sobre o nosso Juazeiro do Norte. Passamos, e isso já vem há anos, por uma disfunção de planejamento municipal, a qual, por causa dessa anormalidade de estruturação de projetos sérios e viáveis para o Município, está o levando sutilmente e gradativamente para uma involução, ou uma desnutrição sócio-cultural. E isso está levando nossos cidadãos, inclusive eu, a perguntarmos aos nossos corações, ou a protestarmos pelas calçadas, embora de forma solta, a respeito do que está ocorrendo no meio de nós. Não podemos, porém, tê-los como anti-juazeirenses ou partidários radicais. Sejamos maduros para ouvir isto: 
QUE JUAZEIRO É ESTE? - que não se procura acolher fraternalmente os ROMEIROS e estamos a vê-los vítimas de maltrato, de exploração, de humilhação.
QUE JUAZEIRO É ESTE? - que presenciamos somente ambições e interesses particulares movendo os que o governam? 
QUE JUAZEIRO É ESTE? - que nos acostumamos a ver cidadãos se apossando de cargos públicos para se favorecerem financeiramente, com a pretensão de se “tornarem ricos”, ou como se diz no dito popular: “tirarem o pé da cova”?
QUE JUAZEIRO É ESTE? - que estamos observando políticos de longe chegarem ao nosso município, para, em seguida, levarem da população seus votos e desaparecerem, enquanto os que se dizem daqui receberem os nossos votos e não trabalharem em prol do nosso povo.
QUE JUAZEIRO É ESTE? - quando nos ufanamos de um desenvolvimento econômico feito de modo individual e não coletivo, como se cada qual colocassem a banquinha de feira na rua para adquirir unicamente o dinheiro do seu sustento e da sua família.
QUE JUAZEIRO É ESTE - quando nos deparamos com idéias e projetos excêntricos, esquisitos, como “mudar o nome do Município, “canonizar de qualquer maneira o padre Cícero”, “construir um teleférico até o topo do serrote do Horto”, ou colocar no serrote do Horto uma desnecessária e fantasiosa inscrição ‘CAPITAL DA FÉ”.
Virou isso uma ladainha diariamente. Só está faltando as pessoas, em cada invocação, dizermos: “Rogai por nós, meu padrinho”, “Tende piedade de nós, minha Mãe das Dores”. 
Os juazeirenses somos responsáveis pelo JUAZEIRO DO NORTE. E temos de prestar bem atenção nessa gradativa, repito, desnutrição sócio-cultural, ou naquelas fantasias ribamarescas (neologismo criado a partir do popularesco Príncipe Ribamar). 

O Autor: Dantas de Sousa ( Eurides Dantas de Sousa), juazeirense, professor, editor do blog sobre lingua portuguesa: http://lpdantasdesousa.blogspot.com.br/

Um comentário:

IDERVAL TENÓRIO disse...

Bravo,é isso aí,que Juazeiro estranho, que Juazeiro forasteiro, que Juazeiro mal agradecido, que Juazeiro de memória curta,que Juazeiro estranho.
Um abraço. Que Juazeiro do Norte de mãos dadas com a sociedade reveja todas os itens do autor do artigo e responda cada um. Iderval. Um abraço a todo o Juazeiro do Norte.