quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Histórias de terror do Juazeiro Antigo: O dia em que Pedro Perigo derrotou o lobisomem de Juazeiro

Quando era criança sempre ouvia, com muito medo, histórias de terror ocorridas aqui. Ouvia falar de lobisomem, de casas mal assombradas, de almas errantes que vagueavam pelas ruas e por aí vai. Hoje, relendo o livro de Senhorzinho Ribeiro, Juazeiro no túnel do tempo, me deparei com uma história verdadeira sobre um lobisomem que perturbava o sono das pessoas e achei bastante interessante para divulgar no Portal de Juazeiro, para conhecimento da gerações atuais, pois relata um episódio ocorrido no Juazeiro de antigamente. Eis o texto:
A LENDA DO LOBISOMEM
“Juazeiro sempre foi uma cidade de misticismo e gente supersticiosa, que acreditava em histórias de Trancoso, contos da carochinha, Mula sem Cabeça, Saci Pererê, Burra do Padre, Boi Milagroso e Lobisomem.
Acredito que pela falta de informação da época ou mesmo pelo atraso cultural, o povo acreditava em tudo que se criava ou comentava.
Nas primeiras décadas do século passado, o Salgadinho, hoje bairro central da cidade, era completamente desabitado, só existindo a casa do Tenente José Dias. O matagal era intenso e favorecia àqueles que  quisessem praticar atos indecorosos não aprovados pela sociedade.
Surgiu, então, um boato de que no trecho compreendido entre o Rio Salgadinho e a Praça São Vicente estava correndo, nas noites de lua cheia, uma criatura com corpo de homem e cabeça de lobo, que uivava pela madrugada inteira. A história tomou conta da cidade e ninguém mais saía de sua casa à noite, principalmente andando por aquela redondeza.
Perto do referido local, morava um senhor disposto, chamado Pedro Perigo, e que gostava de tomar pinga. Já não suportando as conversas e boatos em torno da famosa criatura, esperou uma noite de lua cheia, preparou um facão rabo de galo, tomou algumas doses de cana e entrou na mata pronto para enfrentar a fera e desencantar o mistério.
Precisamente à meia-noite, ao clarão do luar, encaminhou-se ao local preparado para realizar a corajosa missão. Não demorou muito quando surgiu de dentro do matagal, aos roncos, um enorme animal preto.
O disposto cidadão não se intimidou. Partiu para a luta com a fera, porém, logo descobriu que o animal era inofensivo. Tratava-se de uma enorme porca pertencente ao Tenente José Dias.
Fatos como este se repetiram em Juazeiro, contudo, no final, nada de sobrenatural existia e na maioria das vezes, tratava-se de homens que durante as noites andavam à procura de aventuras amorosas e vez por outra, eram desmascarados por pessoas corajosas”. 
Assim era o nosso Juazeiro!

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